Verbalize-se!

Verbalize-se!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dissecando o livro "Uma Vida com Propósitos" de Rick Warren


WARREN, Rick. Uma vida com propósitos: você não está aqui por acaso. São Paulo: Vida, 2003. 294 p.
 Rick Warren, pastor da Igreja de Saddleback, na Califórnia, é também o autor do livro “Uma Vida com Propósitos”, em que ele volta a sua atenção para as pessoas comuns. Desde o seu lançamento, em 2002, milhares de igrejas, usaram o livro, literalmente, ou o têm usado, em uma campanha devocional denominada “40 Dias com Propósito”.
  "R. Warren pode ser um pastor cristão sincero, e seu livro realmente tem algumas das verdades práticas para os crentes, hoje. Porém, embora com alguns aspectos positivos, este livro é promovido como uma viagem espiritual, portanto, deve ser analisado olhado com extrema cautela, à luz das escrituras. Rick Warren tira a Escritura de seu contexto para fortalecer suas idéias ou parecer mais persuasivo. Fica claro, portanto,  que como qualquer livro humano, Uma vida com Propósitos não é perfeito. Contudo, sua enorme popularidade lhe tem conferido uma posição de influência que obras humanas raramente desfrutam. Esta proeminência é especialmente significativa, porque o livro pretende oferecer, aos seus leitores, a própria razão da existência. Na concepção de vários estudiosos renomados, há uma regra básica de interpretação que diz “um texto não pode significar para nós o que não significou para os ouvintes originais”. O que significa que, antes de contextualizarmos um texto nas Sagradas Escrituras, precisamos, primeiro, analisar o contexto em que foram escritos, o que o escritor queria dizer aos primeiros ouvintes, aos quais foram direcionadas suas palavras".*

  Concordo com o fato que devemos focar na qualidade que o livro dispõe em tratar assuntos mencionados por ele segundo um conteúdo instrutivo para ser viabilizado em função do corpo de Cristo.Contudo o que me chama atenção é a forma do qual ele configura verdades bíblicas num padrão bastante peculiar de forma a usar a sua própria obra, disponibilizar o seu trabalho para formular até mesmo, um novo conceito de eclesia, assim como ele tem experimentado na sua igreja e nas demais congregações credenciadas pelo seu projeto. É de grande relevância levar a tona questões mencionadas por ele, o que dá uma acesso de se discutir cristianismo em muitas outras pespectivas. Todavia mesmo assim, acho o seu livro, um conteúdo muito direcionado a perspectivas pessoais de se conquistar um público estrategicamente condicionado a uma demanda de seguidores de suas próprias literaturas.




  Algo que me vem à mente é que o fato de se traduzir o evangelho perante uma nova linguagem, dentro de um contexto anteriormente vivido e experimentado é algo louvável, porém formatar idéias originalmente pessoais de modo a estabelecer parâmetros dos quais nunca se teve conhecimento ou nunca ter sido apresentado com base em experiências ao longo dos 2000 anos de cristianismo é algo questionável.


   Em seu livro, ele faz uso da idéia de que Deus tem propósitos específicos pra cada um individualmente, gravitando tal informação verdadeira em tópicos precisamente induzidos a temas pertinentes ao que é interessante para a desenvoltura do seu processo de reinstrução das pessoas envolvidas em suas campanhas. Pode ser algo positivo, mas ele costuma usar isso como escopo para desdobrar assuntos que podem comprometer a visão do leitor em casos específicos, caso não se faz uso de uma boa formação das escrituras bíblicas. 


   Além disso, Rick Warren disponibiliza o uso de 15 traduções diferentes, no que segundo ele, "por melhor que seja uma tradução, ela tem limitações". Tal prática é legalmente utilizada a partir do princípio que todas elas não só podem ser exploradas, mas sobretudo, devem estar bem integradas entre si como o contexto original mencionado a cada circunstância distinta dos livros. Warren utiliza não só frações de versículos para encaixar a cada assunto levantado por ele sem a devida conexão, em alguns casos, com o conteúdo implícito da história, mas também, evidencia paráfrases ligadas a pessoas das mais diversas personalidades, não pertencentes à retórica cristã.


"Rick Warren também declara, no final do apêndice 3: “ nem sempre citei o verso por inteiro, mas me concentrei na parte mais apropriada. Para isso, segui o exemplo de Jesus, e a forma em que ele e seus apóstolos citavam o Antigo Testamento.” Porém, Jesus e os apóstolos nunca tiraram essas citações da escritura de seu contexto, quando citavam o Antigo Testamento".*

FONTE:http://www.semeandonacoes.com.br


Christiano Lins

quarta-feira, 9 de março de 2011

Você Sabe o que é Libertinagem?


"Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias"; 1 Pedro 4:3

 Trata-se de uma postura comportamental que valoriza um sistema de preferências como necessário para o adorno congregacional, de modo a tornar o crescimento espiritual mais suscetível aos padrões de conduta de uma sociedade secular.

 Ao igualar tendências comportamentais com crescimento, o libertino se torna também devastador por várias razões:

1. O libertino desvirtua o papel da motivação interior numa ação.

2. O libertino põe o foco no esforço e vontade própria de mudanças e não no discernimento divino.

3. O libertino estimula em valorizar o consenso pessoal de satisfação do que a dependência de Deus.

4. O libertino tende a usar a Bíblia para justificar suas idéias e preferências precipitadamente formuladas.

5. O libertino tende a imaginar que uma pessoa é aceita por Deus em função de sua intuição e não por causa do Seu conhecimento e maturidade espiritual.

6. O libertino tende a impor convicções pessoais sobre si próprio e as outras pessoas e condena os que não se submentem ou não desejam viver segundo tais parâmetros e procura criticar os que desejam andar sobre princípios bem definidos.

  Libertinagem é diferente de liberdade, uma vez que o segundo se trata da plena responsabilidade em exercer um conteúdo com prudência e embasado em preceitos que não comprometem o propósito essencial de uma causa pimária, sem distorcê-la diante do que convém ou não.

   A liberdade é experiência que resulta do conhecimento da VERDADE (a Palavra do Senhor) e não da faculdade de fazer o que se quer ou de decidir pelo que se enten­da. Isso implica, necessariamente, em se por em prática os ditames da Palavra de Deus, que é a VERDADE e que deve ser obede­cida em todas as áreas do nosso comporta­mento, como padrão único e exclusivo da vida cristã. O conhecimento da Verdade só se alcança quando a praticamos e não, ape­nas, quando dela temos ciência. Veja o que disse o Senhor Jesus na oportuni­dade: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos”;

   A faculdade de fazer o que se quer ou de decidir como se entenda não elimina o fato inexorável da pecaminosidade humana, que sempre representa terrível “escravatura”. Por mais livre que o homem se julgue, no seu comportamento humano, nunca se livrará, só por isso, da condição de escravo do pecado. A inevitável prática pecaminosa, decorrente da nossa própria natureza, anula a possibilidade da experiência da verdadeira liberdade. A pecaminosidade controla os pensamentos, o comportamento (as ações) e os resultados da atuação humana;


   A religiosidade formal (filhos de Abraão) não significa exercício de verdadeira liberdade. A petulância e o orgulho de muitos “religiosos” confronta com a experiência correta de liberdade, na medida em que a sua ati­tude é meramente formal, egoísta, superfi­cial e hipócrita e não de autêntica “espirituali­da­de”. A religiosidade é mera solução huma­na para a necessidade espiritual do ser huma­no. Carece, por isso, de autenticidade espiri­tu­al, pois não significa “novo nascimen­to” ou nova vida em Cristo (II Cor 5:17). Devemos ser “espirituais” e não “religiosos” e, só assim, estaremos usufruindo legítima liberdade;

  Uma vez que a igreja sente a necessidade de prever certas concepções a favor de um crescimento massivo de membros para a suposta obra por meio de vínculos com prioridades do mundo externo, os líderes se sentem induzidos em fazer de seus ministérios uma unidade de promoções e entretenimento vazio, capacitando o joio a se multiplicar no lugar do trigo.

RESULTADOS DE UMA IGREJA LIBERTINA:

1. Desejo pelo controle de programações e atividades previamente dotadas de concepção privativa.

2. Grupos infrutíferos e facções que levam à obsessão em realizar encontros restritos e fechados.

3. Atrofia e debilidade espiritual. Eternamente dependentes do conceito de líderes e pastores para engrenar causas que não conseguem abraçar de forma íntegra.

4. Hostilidade, concorrência, amizades e relacionamentos superficiais (contando c/ o tradicional "fica gospel") e relações sem o consentimento de um pastor.

5. Soberba diante dos que encabeçam idéias que buscam ascenção social no meio aglutinado e envolvido por entretenimento.

6. Desigualdade e julgos que comprometem o testemunho diante do real evangelho.

7. Exercício da total parcialidade ao delimitar pessoas segundo o que mais lhe convém dentro de um ministério.

8. Falsas premissas em atribuir resultados dentro da igreja por meio do que se faz, de recursos através da lei da oferta e procura por qualquer coisa que atraia o gosto do público (principalmente daqueles que não gostam do evangelho), pela lista de espera saturada por viagens e eventos afins ou qualquer coisa que satisfaça as expectativas da massa em geral.

  Só uma submissão total ao Senhor, como filhos de Deus, traz-nos experiência de liberdade. É importante que vivamos sob o constante Senhorio de Cristo, no sentido da experiência de Paulo, quando afirma: “Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

Essa atitude só será alcançada quando:

1. Reconhecemos que só o Senhor pode (Lc 4:18); isso implica no exercício de nossa fé;

2. Rendemos, integralmente, o nosso ser a Ele (Mt 11:28); isso implica em real e constante experiência com Cris­to;

3.Submetemos ao Senhor o controle total de nossa experiência de vida, em todas as áreas pertinentes (Jo 15:5). Devemos cuidar, seriamente, para que em nome de uma falsa “liberdade”, não hajamos como transgressores!

4. Quando procuramos entender que as pessoas são a maior prioridade de uma igreja, capacitando-as e investindo especificamente nelas em amor pelo evangelho e não por paixão e prioridade pela novidade ou sofisticação, no intuito de agradar pessoas e principalmente projetar especulações por meio de um grupo possuído pelo favoritismo social.

“Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade, como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus”
I Pedro 2:16.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Customizando a Minha Fé


    "Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como tal, nem lhe deram graças, antes seus discursos se desvaneceram e o coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, honrando e servindo mais a criatura do que o Criador, bendito eternamente". Romanos 1:21-25.

    Só existe Fé real por meio de um real fundamento. Cada um impõe aquilo que mais lhe convém e define como tal, porém o que cega a fé é o ócio de produzir algo visando saciar seus próprios parâmetros.

     É semelhante ao querer colher morango no campo de milho... isso não existe. Assim como a Religião é um cárcere que aprisiona as pessoas de uma fé imaginária, distorcendo preceitos de forma a carecer de valores concretos sobre o que realmente pode se estimar por meio dela.

     Assim, sucedeu-se tal aspecto desde o período da Roma Antiga por meio das readaptações sobre o legado deixado por Cristo à humanidade, transformando-a em peças chaves para a difusão da idolatria entre os dogmas sociais da aristocracia. Tal conceito segue perdurando sobre nossos dias por meio do modelo construído pela democracia norte-americana de manipulação dos preceitos semitistas, ornamentando a crosta doutrinária que envolve o legado imperialista, do qual está fundamentado todo regimento de seus valores como nação dominante. Dessa forma a aparente prosperidade proferida à nação "genuínamente cristã" deferente ao seu poder diante do destino da humanidade, serve hoje tragicamente de suporte ético sobre os conceitos atribuídos aos que difundem os fundamentos sociais do evangelho de um mundo mercantilista.



      No obstante, esse referencial se estende ao determinismo formulado pela praticidade de alcançar realizações que estajam voltadas para os nossos próprios atrativos, firmados por supostas promessas bíblicas. Tudo está condicionado à articulação de metas em se alcançar o que se espera em templos originários da obra humana. É por meio dessa fonte inesgotável de saciação e apreciação massiva de fiéis ao mais puro excremento da vaidade carnal é que se prossegue rendendo divisões nas igrejas e estipulando propósitos vigentes a uma sociedade restritamente conceituada ao que se pode ofertar em troca da sua própria crença.

     "Há uma explícita confusão sendo aplicada há séculos que se adapta bem ao capitalismo atual, talvez propositalmente. Conquistar seu estado sagrado tornou-se simples: entregue a sua vida, seu discernimento, sua consciência e o que estiver em seus bolsos para a igreja e Deus sorrirá pra você!"(Fonte: http://www.artigonal.com/meditacao-artigos/religiosidade-espiritualidade )

      Tal conceito é visível na forma como as igrejas no Brasil estão configuradas. Diante de tantos miseráveis, congregações delimitam fisicamente seus espaços, especulando a fé restrita aos que possuem algo a investir, ainda que o templo se manifeste de dentro pra fora do âmago de seus interesses e peculiaridades. Por outro lado, despejando os que não se encaixam no perfil social de sua universalidade congregacional forjada e sitiando a segurança de seus fiéis contra os que ameaçam sua comunhão privada. Isso gera as mesmas disparidades sociais, assim como alianças corporativas semelhantes a um governo despótico que estimula cada vez mais a própria marginalização da maior parte entre as classes brasileiras.




      Por meio dessa realidade permanente, percebemos o quanto é difícil nos sujeitarmos ao verdadeiro sentido de uma crença longâmina que nos remita perceber propósitos por trás de tais aspectos tão inerentes ao que projetamos e retemos para si. Isso nos faz acreditar que por meio de nossa distinção, podemos regrar o sentido da vida e testificar a veracidade do cristianismo. Por conta dos anseios por nós praticados em digerir causas nobres particulares, desprezamos conteúdos que requer destituir-se dos atributos pessoais, sacramentando-se a viver em função de um senso de coletividade e vínculo íntimo com os demais, de forma a romper o estigma faccional deixado pelo pecado em nossa essência.

     "Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão". 2Colossenses 18


        

      Exercer a fé vai muito mais além que acumular méritos de apreciação por nossas preferências. Significa exonerar-se de qualquer tendência que nos leve a carregar propostas que nos sirvam de finalidade para o campo pessoal. É restituir a consciência de que vivemos como extenção dos desígnos de Deus ao empregarmos o bom exercício de requerer a dependência e total controle de um Criador, ao invés de perecermos em nosso idealismo passional. Isso evita de seguirmos providenciando a nossa felicidade e satisfação privada por vias sacramentadas e rituais exotéricos.

      Deus não se deixa compactuar com diligências que o leve a ser subordinado por causas egocêntricas, nem pretenções oriundas do consenso humano. Ele nos atenta a reconhecer a magnitude estabelecida por seus princípios, entretanto não nos convém desejar delimitá-las. Antes, entender que toda e qualquer obra sua visa edificar o seu Corpo que somos nós. É assim por onde se opera resultados perante uma só coexistência com a natureza universal de sua benevolência, cabendo a nós conhecê-la de forma íntegra.


      Somente esvaziando-se de causas pré-condicionadas à natureza do ego individual e priorizando uma vida de valores coletivos é que poderemos testificar a graça de sua equidade soberana, de forma a conciliar parâmetros da vida sobre um justo modelo de plena abundância e significado real para uma existência saudável.

Christiano Lins

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Somos Todos Enfermos


"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" Romanos 3:23

"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." 1Pedro 2:2

 
O mundo é um grande hospital e a humanidade uma multidão de enfermos e doentes.

A estatística neste caso é precisa: o gênero humano encontra-se todo contaminado e profundamente insalubre. Não há ninguém isento desta epidemia genérica. Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia?

Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. Isaías 1:5-6. Isto não é apenas uma estimativa para Israel. Este diagnóstico cobre toda a população da terra. Somos uma raça moribunda.

Em conseqüência do pecado, o espírito ficou separado de Deus, a alma tornou-se penalizada e enferma, e o corpo sujeito às doenças e indisposições. Há uma certa correlação de causa e efeito: o espírito abatido vem enfermar a alma, que acaba adoecendo o corpo. O abatimento é espiritual, a enfermidade é psíquica e a doença é física. O espírito do homem o sustenta na enfermidade, mas o espírito abatido quem o suportará? Provérbios 18:14. (Ed. Contemporânea). Tudo começa no íntimo do espírito. O espírito é o coração do ser humano. Quando o coração encontra-se independente de Deus, um grande vazio toma conta da alma e, conseqüentemente, o corpo termina sofrendo os achaques psicossomáticos.

Por isso, a Bíblia sustenta a necessidade prioritária de um cuidado essencial com o coração... porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23. A vida sempre procede do coração. O escritor F. W. Foerster salienta, em uma de suas páginas, que certa vez, perguntaram ao "neoiluminsta" De Maistre se ele sabia como era o coração de um homem mau. O educador respondeu: Não sei, mas sei como é o de um homem bom - é horrível!

    O homem natural é um ser espiritualmente separado de Deus, psicologicamente transtornado pelos efeitos arrogantes do pecado e sujeito a todos os males causados pelas moléstias que se manifestam no seu corpo. As doenças são, freqüentemente, resultantes dos desequilíbrios emocionais e estes, por sua vez, são conseqüências da morte espiritual. A dor é, quase sempre, fruto das enfermidades e estas, com efeito, provêem do pecado. J. Blanchard afirma: Toda enfermidade é, em última análise, resultado do pecado, mas nem sempre decorre diretamente dele. O rei Salomão, por revelação do Espírito, precisou muito bem o foco do problema: O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Provérbios 17:22. O coração alegre é aquele que tem experimentado a salvação graciosa de Deus, em Cristo Jesus. O espírito abatido, por outro lado, causa enfermidades na alma, secando os ossos e permitindo a instalação das doenças em nossos corpos. Sabemos que a medula óssea é um dos responsáveis pela fabricação dos elementos de defesa do nosso organismo. Quando o sistema imunológico é afetado pelos efeitos universais do pecado na raça humana, sofremos profundamente com as doenças resultantes de nosso enfraquecimento.




      A regeneração espiritual é a primeira providência divina para a restauração da espécie humana. Se o pecado nos separou de Deus, causando um estrago irremediável do ponto de vista do homem, só Deus pode nos salvar verdadeiramente deste estado de separação. Por isso, a cruz se tornou o centro cirúrgico da maior operação já realizada. H. C. Trumbull disse que, o Calvário mostra como os homens podem ir longe no pecado, e como Deus pode ir longe para salvá-los. A crucificação de Cristo e a nossa crucificação juntamente com Cristo se tornam a medida prioritária para a recuperação plena do ser humano. Somente os justificados pela cruz podem ser vivificados pela ressurreição. Somente os regenerados pela graça podem ser verdadeiramente curados de suas enfermidades psíquicas através dos efeitos permanentes da cruz.

       A doutrina da salvação do homem pode ser vista em três fases distintas: a vivificação do espírito, promovida pelo sacrifício vicário do Cordeiro de Deus e sua ressurreição; a santificação da alma, patrocinada pelo Espírito através da vida poderosa de Cristo, e a glorificação do corpo, determinada pela ressurreição dos santos e transformação dos vivos, e seu arrebatamento. As três etapas falam da salvação em três tempos: fomos salvos da condenação do pecado pela vitória de Cristo; estamos sendo salvos do poder do pecado pela vida de Cristo, e seremos salvos da presença do pecado pela vinda de Cristo. Fomos vivificados em nosso espírito, estamos sendo santificados em nossa alma e seremos glorificados em nosso corpo. Por isso, só os regenerados pelas misericórdias de Deus podem ser realmente curados, pela graça de Cristo, de todas as suas enfermidades. A cruz que sacrificou a Cristo Jesus deixou as feridas que saram as enfermidades. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5. Temos aqui a garantia bíblica da cura de nossas enfermidades. Muita gente que se encontra doente em seus corpos sofre de grandes enfermidades em suas almas. S. I. McMillen afirma que, a ciência médica reconhece que emoções como medo, tristeza, inveja, ressentimento e ódio são responsáveis pela maioria de nossas doenças. Os cálculos variam de 60% a quase 100%.

    As doenças são quase sempre resultantes das enfermidades. O corpo sofre os efeitos da alma. Uma mente ansiosa ou amargurada termina detonando o organismo. Emoções distorcidas acabam deformando o corpo, o que causa as conhecidas doenças psicossomáticas. Por isso, os antigos latinos costumavam dizer: mens sana in corpore sano (mente sã num corpo são). Só uma mentalidade sadia pode promover uma boa saúde física. Muita gente que já foi regenerada em seu espírito continua enferma em sua alma. Muitos traumas e contusões emocionais persistem ocultas, determinando reações enfermiças. Sabemos que a alma está sendo salva pelo poder da vida de Cristo, mediante a instrumentalidade da Palavra de Deus. Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tiago 1:21. A regeneração do espírito é um ato soberano da graça de Deus, mas a cura da alma é um processo gracioso das pisaduras de Jesus.



     Quando contemplamos, pela Palavra, os efeitos poderosos do Calvário, somos atingidos em cheio no cerne de nossos problemas. O método de Deus para a cura de nossas almas se revela no íntimo, pela eficácia de Cristo crucificado. A cura interior só acontece de verdade quando consideramos a cruz em nosso interior como o instrumento que mata o ódio, a amargura, a vingança, a inveja, o medo e todos os sentimentos enfermiços da alma. Foi com esta visão que G. Campbell Morgan disse: Quem na verdade contemplou a cruz de Cristo não pode jamais falar de casos sem esperança. Mesmo aqueles que se encontram contundidos com os estigmas da crueldade e rejeitados por aqueles que deveriam ser os mais afetuosos podem ter esperança. A Bíblia mostra, sempre, um Deus que é misericordioso e sensível para com os quebrantados de espírito. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia. Salmos 103:3-4.

      O Evangelho é efetivamente uma boa notícia. É o anúncio de um Deus gracioso que se interessa profundamente por um homem abatido, enfermo e doente. Deus se tornou gente por se importar com a gente que sofre com o agente da dor. Jesus Cristo é o Deus de toda a graça que regenera o pecador, santifica o regenerado, cura o santo enfermo, sara o enfermo são e restaura o homem totalmente, pelas suas pisaduras. Não estamos sustentando o curandeirismo, nem tampouco que Deus deva curar todas as nossas doenças, mas que a verdadeira cura está no poder de Cristo crucificado. Como Spurgeon, arrisco-me a dizer que a maior bênção terrena que Deus pode dar a cada um de nós é a saúde, com exceção da doença. Esta, muitas vezes, tem sido mais útil aos santos do que a saúde. Creio, como Abraham Wright, que eu posso ser abençoado por minhas doenças, enriquecido por minha pobreza e fortalecido por minha fraqueza. Mesmo assim, creio que o objetivo final da salvação é um homem consagrado no seu espírito, santificado em sua alma e saudável no seu corpo. Por isso, Cristo realizou uma salvação perfeita.

     Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer... Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas... Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Isaías 53:3a e Hebreus 4:15a-16.

     Muitas vezes é de fácil percepção vermos nossas igrejas não como um hospital mas um IML espiritual onde centenas de cristãos aguardam ser abençoados de qualquer forma;

      Por isso, irmãos em Cristo é de fundamental relevância que cuidemos maciçamente uns dos outros para alcançarmos aquilo que almejamos pois a nossa vida foi feita de dons para serem utilizados reciprocamente e não um plano de fundo para se abandonar no frivolô da individualidade santa.

Sejamos diferenciais
Christiano Lins

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Passo de Luther King

                                             
"Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessario que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo"
Martin Luther King Jr : 15/01/1929 - 04/04/1968

         Há 82 anos, nascia Martin Luther King, um dos maiores ativistas sociais da história, responsável pelo maior histórico de mobilização aos direitos civis do século 20 ao lado de MalcomX.
        

Luther King, formado em sociologia, era pastor batista e participou da fundação da Conferência de Liderança Cristã do Sul  (SCLCL em inglês), organização militante responsável por liderar marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação e das discriminações no trabalho entre outros direitos civis básicos contra a discriminação racial aos negros norte-americanos. A maior parte destes direitos foi mais tarde agregada à lei estado-unidense com a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964) e da Lei de Direitos Eleitorais  (1965). Era comumente odiado por muitos segregacionistas do sul que culminou em seu assassinato no dia 4 de abril de 1968, momentos antes de uma marcha num hotel da cidade de Memphis


      


Diante de suas ideologias baseadas nos fundamentos cristãos, estava a desobediência civil não-violenta preconizadas pelo líder indiano Mahtma Gandhi. Em março de 1963 empregou o seu memorável discurso "Eu Tenho Um Sonho" frente ao Memorial Lincoln em Washington, durante a chamada "Marcha pelo Emprego e Pela Liberdade". Em 1964 se tornou a pessoa mais jovem a receber o Nobel da Paz, que lhe foi outorgado em reconhecimento a sua nação e à sua liderança na resistência não-violenta e pelo fim do preconceito racial nos Estados Unidos.
Entre as suas lutas contra a discriminação e segregação estava o questionamento das intenções norte-americanas na Guerra do Vietnã. Em fevereiro e novamente em abril de 1967, King fez sérias críticas ao papel que os EUA desempenhavam na guerra. Em 1968, King e o SCLC organizaram uma campanha por justiça sócio-econômica, contra a pobreza que tinha por objetivo principal garantir ajuda para as comunidades mais pobres do país.

         FONTE:http://pt.wikipedia.or

         Poucos líderes conseguiram direcionar sua integridade ao respaldo de seus valores com tanto apuro e tamanho significado no qual sua vida lhe renderia em prol da democracia no seu país, obtendo o devido reconhecimento póstumo favorável e símbolo de conduta ao sujeitar-se por um justo processo do regimento de leis específicas aos menos favorecidos, mesmo perseguido e depreciado por uma sociedade movido ao puritanismo que lhe resultou a prisão diversas vezes por se opor ao regime repressivo das autoridades.


         

      Sua personalidade sólida e caráter cristalino possibilitou lutar pela sustentabilidade de sumos valores inerentes aos cidadãos sem necessariamente temer o julgo imposto pelo sistema repressivo do qual sua classe social estava sujeito. Tornou-se o principal mentor em corroborar a regra fundamental de respeito às leis sem corromper a moralidade em busca de uma democracia igualmente justa.

      Assim por sua determinação, prestou o maior exemplo de como uma série de quesitos a uma fé inquebrantável ao consentimento e preceitos de Deus podem efetuar perante às adversidades permanentes em nossos dias como referência de dignidade e fidelidade no serviço ao próximo, superando estigmas, rompendo com os limites da repressão escravocrata à sua etnia diante de uma sociedade religiosa.
            
Martin L. King na cadeia em St. Augustine, Florida.- Junho de 1962
          Luther King é um modelo de como um passo em direção contra a inèrcia iníqua do ser humano pode ser superada por um grau de excelência em gerar virtudes cada vez mais eficazes em busca de sonhos em afinidade com o verdadeiro amor brotado ao âmago divino.

       

    
          Que sua memória permaneça presente aos que se comprazem em servir o maior de todos os propósitos em prol da justiça e paixão pela obra soberana.

Christiano Lins

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

BBB: Big Baboseira Brasileira (#11)


  Como não podeira ser diferente, o Big Brother Brasil se inicia como a principal atração do começo de ano e como sempre é um dos maiores trunfos da TV Globo para bater emissoras concorrentes ao lado das tradicionais telenovelas que carregam consigo os mesmos valores e melodramas que atraem a ignorância pujante do povo brasileiro aos dilemas alheios, porém a dramarturgia real manipulada pelo programa desperta o espírito fuchiqueiro do maior número de pessoas no país, desde a empregada entretida até o maior pseudointelectual de barzinho de esquina relutante às facetas do capitalismo moderno.

   Antes de mais nada, gostaria de dizer que eu mesmo, apesar de raramente estar presente nos barzinhos, fiz uma promessa pra mim mesmo que não iria desperdiçar meus minutos (eu disse minutos... 1 min é suficiente) em acompanhar esses confinados ao escravismo do sucesso a qualquer custo, fugindo do apreço da vida comum.

 Não me sai da cabeça o sinal dos últimos tempos paradigmatizado ao formato desse tipo de entretenimento televisivo em nossos lares, um verdadeiro circo de aberrações comportamentais, estéticos e morais de nosso tempo enquadrado à fantasia inocente do programa de tema livre instigado às crianças tendenciadas a seguir o exemplo dos futuros "artistas globais".

A ORIGEM:

   A palavra Big Brother é originário do romance do escritor e jornalista britânico George Orwell, 1984 que previa um futuro no qual decrevia uma sociedade sob a constante vigilância das autoridades, ainda que através das atrações da TV, dando alusão ao tema "O Grande Irmão está zelando por ti" originário do ditador russo Joseph Stalin ( "O Camarada") e do marechal inglês Horatio Herbert Kitchener durante a 1ª Guera Mundial.

   Da mesma forma, tal conceito é aplicado ao conteúdo do programa, no qual faz uso de um logotipo inspirado num olho em forma de câmera, bastante semelhante ao Olho de Hórus da mitologia religiosa egípcia, frequentemente utilizada na maçonaria pela seita Iluminatti.



  



    É um momento em que se alega uma falsa democracia social, projetando homosexuais de todas as espécies, inclusive os "casados" como forma de procriar a diversidade ilusória da iniquidade do ser humano sob a seu próprio estado natural, uma uma farsa peliculosa da amizade forjada sob controle de interesses em estar por cima das situações, sem supostamente comprometer o possível afeto aos mais íntimos, um estado de afloramento dos maiores pretextos de traição, seja por meio de vínculos dentro e fora da casa de amizade ou matrimonial que destrói o consenso da moralidade.

   Enfim, um espaço como o Big Brother reforça a avidez de seus concorrentes à fama e fortuna por qualquer preço através dos pecados capitais, principalmente a Cobiça, Inveja, Luxúria, Prequiça e a Ira que desmaterializam conceitos básicos de vida em sociedade. Um programa que se inicia dando uma espécie de "imunidade" aos menos apreciados por meio de uma votação induzida pelo condutor do programa, como forma de consolação e configuração à futuras desavenças e batalhas individuais por uma recompensa que agrega mais que o prêmio de 1 milhão de reais, mas ao prazer paliativo dos elogios em massa ao triunfo de uma competição "saudável" ao suprassumo da mediocridade ao encontro da pior podridão da natureza humana. 

  Não me compete esmiuçar idéias diante de tais fatos agregados a esse tipo de entretenimento. Todos sabem o agravante que existe a esse tipo de diversão conceitual sobre nossa família e a sociedade, de antemão fica mais um relato daquilo que os textos bíblicos revelam ao comportamento e as concepções do mundo moderno:

"Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;" Romanos 1:26-28

"Não entres pela vereda dos ímpios, nem andes no caminho dos maus.Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.Pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono se não fizerem alguém tropeçar.Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito". Provèrbios 4:14-18

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Geometria Fractal: Arte Científica no Universo


A teoria dos fractais é um conceito aplicado em universidades para esclarecer a existência absoluta do universo e sua contínua expansão, como estamos ligados a ele segundo atribuições físicas da matéria e sua complexidade dimensional.

Contudo seus aspectos fortalecem elementos que evidenciam os preceitos mencionados sobre a natureza de Deus e seus ensinamentos.

"Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso". Apocalipse 1:8

Os fractais são nada mais que elementos integrantes da matéria pertencente ao universo, na qual obedece o princípio do qual um todo é constituído por sucessivas frações do mesmo e suas partículas que se tratam do todo propriamente dito, independente do seu tamanho, assim como as galáxias.
Em palavras simplificadas, significa que cada coisa constitui um todo e todos estão constituídos numa coisa só.

O melhor exemplo seria uma construção civil no qual um prédio é feito de tijolos e concreto feito de rocha ou pedra que geram um edifício, tratando-se da mesma coisa: um bloco interiço de pedra.

Tal conceito define a razão na qual todas as coisas estão interligadas por meio de uma unidade onipresente, seja ela física, energética ou espiritual.

Eles servem como ferramenta para descrever as formas irregulares da superfície da terra, modelar fenômenos, aparentemente imprevisíveis (teoria do caos), de natureza meteorológica, astronômica, econômica, biológica, etc. Permitem desenhar ou modelar qualquer coisa (ou fenômeno) da natureza numa tela de computador por meio da computação gráfica, tudo isto graças a álgebra dos números complexos.

Os fractais não podem ser ligados a três pontos no espaço por se tratarem da complexidade de tudo que existe, seja uma parte dele ou aquilo que gera a sua totalidade, enquanto que o espaço qualquer definido pela geometria elementar atribui a um elemento qualquer pertencente ao espaço.

Tal tema pode ser aplicado ao Espírito Santo e a concepção de Igreja, no qual o Corpo de Cristo por si só é formado por si mesmo, sendo assim uma pessoa só ou um conjunto de pessoas, enquanto que o Espírito Santo se caracteriza na manifestação do corpo que é a igreja, seja ele unitário ou coletivo.

Christiano