Verbalize-se!

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terça-feira, 10 de maio de 2011

95 Teses Para a Igreja de Hoje


  
    Segue uma lista de características que podem ser chamadas de Teses para a Igreja de Hoje, inspirada pelo o que foi idealizado por Martinho Lutero e formulado no Seminário teológico Batista do Rio Grande do Sul, no qual creio que toda comunidade denominada cristã e cada um dos membros, ou seja, NÓS deveriamos seguir a cada um destes valores, de forma a isso ser diferencial na nossa vida e no relacionamento com os outros, para que nenhum de nós dependa de um referencial relacionado à ninguém, pois todos nós somos falhos e necessitamos direcionamento.

A lista é grande (95) mas são de fato precisas:

1 - Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer. (Mc 13.31)

2 - Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)

3 - Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)

4 - Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)

5 - Que o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente, por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)

6 - Que princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a soberania de Deus, a suficiência da graça, o sacrifício perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)

7 - Cremos que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois "do Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam". (1 Jo 5.19; Sl 24.1)

8 - Cremos que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde Cristo "expôs publicamente os principados e potestades à vergonha, triunfando sobre eles" e que essa vitória teve como prova final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)

9 - Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)

10 - Cremos que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto, não há a necessidade de se "amarrar" todo o mal antes dos cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57; Mt 18.20)

11 - Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo 16.33; 1 Tm 5.23)

12 - Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um cristão. (Fp 4.10-12)

13 - Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois "nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso salvador, Jesus Cristo". (1 Pe 2.11)

14 - Nossas petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. "Determinar", "reivindicar", "ordenar" e outros verbos autoritários não encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)

15 - Afirmamos que a frase "Pare de sofrer", exposta em muitas igrejas, não reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis, mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)

16 - Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)

17 - Entendemos que a natureza criada participa das dores, angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. O que não significa que nós, cristãos, tenhamos que ser negligentes com a natureza e o meio-ambiente, uma vez que Deus não apenas criou tudo, mas também "viu que era bom" (Rm 8.19-23; Gn 1.31)

18 - Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef 2.8-9)

19 - Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que possamos fazer para "merecermos" a atenção de Deus. (Rm 3.23; 2 Co 12.9)

20 - Que nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura. Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)

21 - Que entendamos que vivemos num "país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza". Portanto, que não seja mais "obrigatório" aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)

22 - Que nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)

23 - Que as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... Da mesma forma, rejeitamos o preconceito, na verdade um racismo velado, contra instrumentos e danças de origem africana, como se estes, por si só, fossem intrinsecamente ligados a alguma forma de feitiçaria. (Sl 150)

24 - Que retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada primitiva, de que "ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum." (At 4.32)

25 - Que não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu passado. Antes, seguindo a Palavra, corrijamos a ovelha ferida com espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também tentados. O que não significa, por outro lado, conivência com o pecado praticado de forma contumaz .(Gl 6.1; 1 Co 5)

26 - Que ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado por "falta de fé". Que haja maturidade para acolher o fraco e sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)

27 - Que a igreja reconheça que são as portas do inferno que não prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do "exército inimigo". Que essa consciência nos leve à prática da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de Deus sobre a terra. (Mt 16.18)

28 - Cremos na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)

29 - Que nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para, mentindo, "disputarmos" quais são as maiores igrejas; o Reino é bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)

30 - Que os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não expostos aos púlpitos e à "fama" antes de estarem amadurecidos na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo. (1 Tm 3.6)

31 - Que saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb 12.1-2)

32 - Que sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens, refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)

33 - Que arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)

34 - Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)

35 - A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)

36 - Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um "justo" (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)

37 - Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)

38 - Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)

39 - Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)

40 - Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)

41 - O versículo bíblico "Feliz a nação cujo Deus é o Senhor" não deve ser interpretado sob olhares políticos como "Feliz a nação cujo presidente é evangélico" e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)

42 - Repugnamos veementemente os chamados "showmícios" com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de "louvor a Deus" para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)

43 - Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)

44 - Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a "patente" de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11)

45 - Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)

46 - Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico "não toqueis no meu ungido", retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)

47 - Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de "perder a salvação" por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)

48 - Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos "palácios" para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)

49 - Que nenhum movimento, modelo, ou "pacote" eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a "solução" para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)

50 - Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu "mover". Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)

51 - Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a "tietagem" evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)

52 - Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)

53 - Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)

54 - Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)

55 - "O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus." Que sejamos sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)

56 - Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)

57 - Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)

58 - Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)

59 - Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem "estrelas" do evangelho ou mesmo "produtos" a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com "atrações" curiosas, como "a menor pregadora do mundo", etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)

60 - Que as "Marchas para Jesus" sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)

61 - Nenhuma igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais "cristãos". (At 4.12; Jo 3.8)

62 - Que as livrarias ditas "cristãs" sejam realmente cristãs e não ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)

63 - Cremos que "declarações mágicas" como "O Brasil é do Senhor Jesus" e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do Evangelho. (Tg 2.15-16)

64 - Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como "unção dos 4 seres viventes", "unção do riso", etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)

65 - Cremos, firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a unção que vem de Deus, não necessitando de "novas unções". (1 Jo 2.20,27)

66 - Lamentamos a transformação do culto público a Deus em momentos de puro entretenimento "gospel", com a presença de animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)

67 - É necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão. A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct 1.1)

68 - Não consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes sobrenaturais e nem são os instrumentos "preferidos" de Deus. Muitas igrejas têm feito do shophar "O" instrumento, dizendo que é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)

69 - Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil como o novo "Israel" para abençoar todos os povos. Essa idéia surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)

70 - Lamentamos o estímulo e o uso de "amuletos" cristãos como "água do rio Jordão", "areia de Israel" e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de "catalisadores" do poder de Deus. (Hb 11.1)

71 - Que o profeta que "profetizar" algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)

72 - Rejeitamos as músicas que consistem de repetições infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional, conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)

73 - Deixemos de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Da mesma forma, rejeitamos a sacralização da cultura judaica, como se esta fosse mais santa que a brasileira ou do que qualquer outra. Que então os ministros e dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em Sua igreja, não criando uma "classe superior" de "levitas", até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5; 1 Pe 2.9)

74 - Que se entenda que tijolos são apenas tijolos, paredes são apenas paredes e prédios são apenas prédios. Que os termos "Casa do Senhor" e "Templo" sejam utilizados somente para fazer menção a pessoas, e nunca a lugares. Que nossos palcos não sejam erroneamente chamados de "altares", uma vez que deles não emana nenhum "poder" ou "unção" especial. (At 17:24, I Cor 6-19)

75 - Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz "cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento". (1 Co 14.15)

76 - Não consideramos que "há poder em nossas palavras" como querem os adeptos dessa teologia da "confissão positiva". Deus não está sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas bocas. (Gl 1.6-7)

77 - Rejeitamos a onda de "atos proféticos" que, sem base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)

78 - Apresentar uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo, não consiste em "restaurar a adoração" ou apresentar a Deus uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez - cuidar dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua palavra - deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)

79 - Discordamos dos "restauradores das coisas perdidas" por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está "restaurando a adoração", "restaurando o ministério profético", etc... é desprezar o sangue dos mártires, o testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos esses séculos. (Hb 12.1-2)

80 - Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura humana e as ênfases nos "milagres" e produtos da fé sobrepujam as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)

81 - Deus não nos chamou para sermos "leões que rugem", mas fomos considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc 10.3; Rm 8.36)

82 - Entendemos como abusivas as cobranças de "cachês" para "testemunhos". Que fique bem claro que aquilo que é recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)

83 - Que movimentos como "dança profética", "louvor profético" e outros "moveres proféticos" sejam analisados sinceramente segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)

84 - Que a cruz de Cristo, e não o seu trono, seja o centro de nossa pregação! (1 Co 2.2)

85 - Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com alegria! (2 Co 9.7)

86 - Que a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de forma visível e encarnada. "Pois tive fome... e me destes de comer..." (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18; Tg 1.27)

87 - Cremos, conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens - Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)

88 - Lamentamos o comércio que em que se transformou a música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a "máfia" das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da massificação dos "louvores" comerciais, e não dão espaço para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e, principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)

89 - Que os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a "máfia" das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da Palavra ao invés do espetáculo "gospel" a fim de terem igrejas "lotadas" para ouvirem as "atrações" da fé. Da mesma forma, rejeitamos o triunfalismo e o ufanismo no qual se transformou a música evangélica atual, que só fala em 'vitória', 'poder' e 'unção' mas se esqueceu de coisas muito mais fundamentais como 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'. (1 Pe 5.2)

90 - Que sejamos livres para "examinarmos tudo e retermos o que é bom" , sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos, principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o jargão "Deus me falou" como forma de amedrontar qualquer um que ousar questionar suas idéias. (1 Ts 5.21)

91 - Somente as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)

92 - Somente a Graça. (Ef 2.8-9)

93 - Somente a Fé. (Rm 1.17)

94 - Somente Cristo. (At 17.28)

95 - Glória somente a Deus (Jd 24-25)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dissecando o livro "Uma Vida com Propósitos" de Rick Warren - Parte 2


 Os Pontos Críticos do Livro:


Introdução:


 “Sempre que Deus quis preparar alguém para seus propósitos, ele utilizou 40 dias”(p.9)

  Rick Warren alega estrategicamente que um período de 40 dias é a maneira ideal biblicamente de induzir alguém a uma mudança espiritual significativa.

 1. A vida de Noé foi transformada por 40 dias de chuva.

 'Não foram os 40 dias de chuva que transformaram Noé, como Rick Warren sugere: Noé já estava preparado quando as chuvas vieram. Ele havia passado aproximadamente 100 anos construindo a arca e havia pregado a justiça'.*

 “Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.” (Gênesis 6:9).

 “E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios.” (2 Pedro 2:5).

 'Os 40 dias de chuva foram o julgamento de Deus sobre a perdida e violenta raça humana e não um tempo de preparação ou transformação para Noé. “E viu, o Senhor, que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má, continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobe a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até o réptil, e até a ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. (Gênesis 6:5-8)'.*

2. A vida de Moisés foi transformada por 40 dias no Monte Sinai.

Warren declara aqui que Moisés teve sua vida mudada pelos 40 dias no Monte Sinai, porém este período foi conferido para ser instituída a Tábula das Leis para os judeus, o que custou a ele, as instruções dirigidas por Deus em obediência. Todavia sua vida já havia sido mudada durante os 40 anos que viveu com o seu sogro e sua família, pastoreando suas ovelhas e ainda nos 40 anos que iriam por vir no deserto junto com o seu povo.

“E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam.” (Atos 7:25).


 'Moisés ficou pronto para fazer o que Deus queria, quando o encontrou na sarça ardente. Fica claro, pelo que Deus disse a Moisés, naquele momento: “Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo (os filhos de Israel), do Egito.” (Êxodo 3:10)

 Então, Moisés disse a Deus: “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11)'. *

 4. Davi foi transformado pelo desafio de Golias, proferido por 40 dias.

O desafio contra os 40 dias de escárnio de Golias de Gate ao reino de Judá na verdade foi mais um passo de fé e coragem de Davi do que precisamente um período de transformação. Davi tinha sido ungido por Samuel pois era valente e tinha sido livrado uma vez das garras de leões e ursos e segundo a Bíblia, era um "homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência".

“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.” (1 Samuel 16:13).

Davi na verdade tinha ficado indiginado por um filisteu não-circunsiso ter desafiado o exército do Deus vivo e tomou frente contra a ameaça de Golias.
5. Elias foi transformado quando Deus o sustentou durante 40 dias com uma única refeição.

Elias ao chegar em Horebe, isolou-se numa caverna e ouviu do Senhor: "Que fazes aqui, Elias?" e então respondeu:
“Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam minha vida para ma tirarem.” (1 Reis 19:10).

Havia uma angústia e indiginação nas palavras de Elias, de forma em desejar que Deus castigasse os idólatras. Sem nenhum efeito esperado, achou que tudo estava perdido.
'O pobre Elias quis reformar as coisas através do choque, o que não é o modo gentil que Deus usa em Sua graça. Ao entender estas coisas, durante o seu encontro com Deus, ele pode retornar pelo caminho por onde viera, conforme as instruções de Deus e não quando Deus lhe deu uma única refeição que o sustentou por 40 dias'. *

6. A cidade de Nínive foi transformada, quando Jonas passou por ela, falando sobre o julgamento que Deus enviaria sobre a cidade, dentro de 40 dias, destruindo-a, completamente.

É uma afirmação verdadeira. Contudo o povo de Nínive foi transformada pelo fato de que estavam desagradando a Deus pelos seus maus costumes e que deveria ser destruída. O período de 40 dias não está incluso como um período destinado a uma mudança específica, entendendo que o povo se arrependeu assim que entenderam as razões de Deus.

“E Deus viu as obras deles, como se converteram de seu mau caminho, e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado que lhes faria, e não o fez.” (Jonas 3:10)

 Mais tarde, Nínive foi realmente destruída por Deus, por causa de sua maldade.

7. Jesus foi fortalecido por 40 dias no deserto.

 Cristo já havia sido capacitado por Deus por meio de sua missão durante o deserto, ainda que tenha passado por sérias provações durante esses 40 dias.

Jesus na verdade foi ungido e fortalecido durante o seu batismo pela confirmação do Espírito Santo que ele era o verdadeiro Filho de Deus que tiraria o pecado do mundo.

“Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34).


Segundo Dia:
Rick Warren afirma na página 22: “Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez.”
Deus conhece cada iniquidade conferida ao ser humano, de modo a estabelecer planos e propósitos específicos aos seus filhos, mesmo que não tenham sido planejados por seus pais terrenos. Todavia devemos dissociar a soberania de Deus perante ao homem com o fruto do pecado gerado por relacionamentos ilícitos. Não devemos pensar que podemos ter qualquer tipo de vida, pelo fato de Deus, sempre "consertar as coisas" do seu modo. A cada iniquidade, gera-se frutos pecaminosos que tem um efeito comum. Tal efeito pode ser conferido em qualquer um de nós e é por isso que existe sofrimento no mundo real, independentemente de qualquer pessoa.
'Na página 24 Rick Warren cita: “Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; eu os sustentarei e os salvarei.” (Isaías 46:3-4), mas antes disso comenta: “Há um perfeito amor na irmandade da Trindade, então Deus não precisou criá-lo. Ele não estava só. Mas quis fazê-lo para expressar o seu amor.” E só então o verso é citado... novamente completamente fora do contexto e de seu real significado. Este verso não é sobre Deus criando seres humanos individualmente para expressar seu amor, mas Rick Warren deliberadamente “derruba” a primeira parte do verso 3, onde está escrito: “Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o restante da casa de Israel, vós a quem...” O assunto tratado aqui é sobre Israel e Jacó!' *
 Tal passagem tratava-se da queda dos ídolos da Babilônia e era uma repreensão à idolatria e a todos que faziam das posses terrenas como deuses particulares
3º Dia
No início da página 30 há uma citação de Provérbios 13:7 (na versão “The Message”) que desvirtua completamente o significado original do texto
Esta versão diz: “A vida vistosa e arrogante é vida vazia; a vida simples e comum é vida plena.”
A versão Corrigida e Revisada de João Ferreira de Almeida diz: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.”
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Algumas pessoas não têm nada, mas fazem de conta que são ricas; outras têm muito dinheiro, mas fingem que são pobres.”
Como podemos ver, a versão escolhida por Rick Warren deixa muito a desejar com este verso.
O mesmo problema já havia aparecido no 1º dia (página 18) onde novamente a versão “The Message” confunde completamente o significado da mensagem original contida em Mateus 16:25. Veja:


"The Message":"Auto-ajuda não é em absoluto uma. Sacrificar-se é a forma, a minha forma, de você achar a si mesmo, seu verdadeiro eu."

VCRJFA: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á

NTLH: “Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira, mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.”

Warren se tornou uma das personalidades mais populares de seu país
 por formular um novo conceito eclesiástico perante à ordem mundial 

5° Dia
Rick Warren usa a ilustração do rei Ezequias (página 39):
“Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração.” (II Crônicas 32:31).

  A palavra hebraica para “teste”, neste caso, é “nasa”,significa “testar, provar caráter ou fidelidade” e neste caso está corretamente empregada. Porém, ainda no mesmo subtítulo, logo abaixo, Rick afirma:
“A boa notícia é que Deus quer que você passe nos testes da vida, então ele jamais permitirá que você enfrente testes maiores que a graça que ele lhe concede para lidar com eles.”
Dai, ele cita:
“... mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm força para suportar.” (I Coríntios 10:13).
A palavra tentação, no original grego peirasmosnão se refere a um teste por parte de Deus, mas sim às tentações da parte de Satanás. Ligar o teste feito com o rei Ezequias a esta passagem sob a premissa de que Deus algumas vezes irá nos testar, conforme faz Rick Warren neste exemplo, está completamente errado.
'Há duas coisas completamente diferentes ocorrendo nesses versos: em um há teste e em outro há tentação. Deus pode ser responsabilizado caso venhamos a ser testados, como foi o caso de Ezequias, mas ele certamente não deve ser nunca envolvido caso sejamos tentados, conforme lemos em Tiago 1:13-14: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” ' *
7° Dia
Aqui, Warren reserva este dia para dar relevância aos não-crentes em aceitar a Cristo e a importância de conhecer a sua glória e dar graças a ela de forma a conhecer os pontos mais importantes para que conheçamos a razão do qual temos os nossos objetivos na vida. Sem dúvida ele preparou os dias anteriores para que se chegasse a tal conclusão, para que se fizesse a oração:
“Jesus, em ti eu creio e te recebo.”
Então ele complementa: “Se você fez essa oração com sinceridade, parabéns! Bem-vindo à família de Deus!” 
Existe algo louvável em reconhecer tais coisas em nossa vida. Porém existem aspectos bastante importantes que se deve ter para que Deus interprete as nossas orações:
1. Somos envolvidos pelo pecado
2. Devemos nos arrepender de uma vida de trangressões (pecado)
3. Jesus foi sacrificado na cruz por nosso pecados e ressucitou por nós.
4. Devemos viver justificados pelo sacrifício de Cristo, sempre andando em jus com a sua justiça.
8° Dia
'No subtítulo “Dar prazer a Deus é o que se chama adorar” ele nos dá algumas poucas palavras retiradas de João 4:23. Na página 58 ele afirma: “A razão pela qual Deus nos fez com esse desejo é que ele anseia por adoradores! Jesus disse: São estes os adoradores que o Pai procura.”[2] Mais uma vez o texto bíblico é subvertido de acordo com “a suprema vontade” de Rick Warren: o texto não apenas é tirado completamente de seu contexto, mas também é mutilado para poder servir aos propósitos do autor.
No final do livro, nas notas finais onde as referências bíblicas são listadas, não há indicação de que versão foi utilizada para esta citação... e eu preciso saber o motivo? Tenho 23 versões diferentes da Bíblia a minha disposição, incluindo a Versão Grega Interlinear e o Novo Testamento em grego dos manuscritos originais: eu verifiquei todas e cada uma delas e nenhuma tem “The father seeks worshipers” (“São estes os adoradores que o Pai procura” na versão brasileira) em parte alguma ou em qualquer outro lugar!'*
Deus na verdade, sonda aqueles que o adoram em espírito e em verdade, contudo este fato está diretamente incumbido a nós em adorá-lo de forma a mudar a nossa vida e não Ele que precisa de adoração para ter a afirmação dos seres humanos de sua soberania, pois Deus é soberano independente de qualquer circunstância, de adoração ou não.
Na página 59, Rick Warren afirma:
“Deus ama todos os tipos de música porque ele inventou todas – rápidas e lentas, altas e suaves, antigas e modernas. É provável que você não goste de todas, mas Deus gosta! Se ela é oferecida a Deus em espírito e em verdade, então é um ato de adoração.”
A bíblia fala que o da linhagem de Caim, filho de Lameque, Jubal foi o inventor dos instrumentos musicais.
Os estilos musicais são frutos de experiências carnais e possuem origem, em muitos deles na iniquidade humana, por isso nem todos podem ser manipulados como expressão de louvor a Deus. Ainda assim, muitos dos instrumentos podem expressar sentimento de adoração, contanto que se repasse uma circunstância lícita dentro dos cultos.
Outros Pontos:
'Na página 263, lemos: “Se você não determinar propositadamente o tipo de atmosfera que quer criar em um culto, está lançando mão da sorte.” Esse conselho parece uma forma de manipulação psíquica para mim... e onde o Espírito Santo conduz o culto?
“Tinha de tudo: música clássica, country, jazz, rock, reggae, e até rap. A multidão nunca sabia qual seria o próximo estilo. Resultado: frustramos a todos!” (página 272) / “A Saddleback é, sem dever desculpas a ninguém, uma igreja com música contemporânea. Muitas vezes a imprensa se refere a nós como “o rebanho que gosta de rock”. Usamos o estilo que a maioria das pessoas de nossa igreja ouve no rádio.” (página 276) /“Admito que perdi centenas de membros em potencial devido ao estilo de música que adotamos. Por outro lado, atraímos milhares por causa de nossa música.” (página 277, grifo do tradutor) ... idéias muito interessantes: e eu pensava que Jesus era a atração principal em uma igreja...'*
ORAÇÃO DE RESPIRAÇÃO – UMA VERSÃO CONTEMPORÂNEA DA ORAÇÃO DE JESUS
Em hebraico, a palavra para respiração e espírito é a mesma “ruach”. Uma oração de respiração, quando utilizada por um longo tempo, pode nos ajudar a experimentar o que Romanos 8: 26-27 define como “o Espírito intercede em nós.” É uma oração curta que pode ser dita ou pensada em única respiração.
AQUI ESTÁ UM MODO PARA DESENVOLVER SUA PRÓPRIA ORAÇÃO DE RESPIRAÇÃO:
Imagine Jesus parado em frente a você, perguntando: "O que você quer que eu faça para você?" Vá você bem fundo em você mesmo e permita que sua resposta venha a emergir daquele lugar de esperança profunda e oração. Se várias coisas emergirem, tente identificar o principal desejo sob todos os outros.
Agora identifique um nome que você normalmente usa para Deus em oração. Poderia ser Senhor, Jesus, Todo-poderoso, Espírito de Deus, Santificado Deus. Ache seu nome para o ser divino.
Combine seu desejo com o nome que deu para Deus em uma única frase curta que flua facilmente em sua mente. Você pode precisar experimentar com as frases até achar um ritmo confortável.
Sente com quietude e repita a frase suavemente em sua mente durante vários minutos. Permita que a oração assuma a forma de sua respiração de forma que as palavras te acompanhem a cada vez que respirar.
Dê um passeio, repetindo sua oração enquanto se move. Note como a oração amolda suas percepções. Permita que a oração acompanhe o ritmo de seu andar e de sua respiração.
Esta oração pode ser levada contigo através do dia. É uma boa companheira para atividades solitárias como executar tarefas, tempos frustrantes como estar em um engarrafamento e exercícios rítmicos como corrida, natação ou andar de bicicleta.
Alguns exemplos de orações de respiração:
Espírito Santo, me encha.
Me dê força, O Cristo.
Pai, me mostre seu amor.
Me ensine paciência, gracioso Deus.
Meu Deus e meu Tudo. (São Francisco)
Venha, Senhor Jesus!
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mateus 6:7)
A importância da oração não está necessariamente em entrar numa jornada de longas horas para que Deus nos ouça. Ainda assim, isso não significa que devemos nos apegar a resenhas parafraseadas como forma de dar praticidade às nossas oraçõers (ou rezas, neste caso)
Deus ouve a pequenas orações em qualquer lugar, desde que estejamos dispostos a falar com ele objetivamente e com sinceridade durante qualquer momento de nossa vida diária (no trabalho, dirigindo, na caminhada em exercícios, no templo, com os amigos, etc.).
Conclusões:
Tais aspectos ligados a esse livro são bastante interessantes, conhecendo o caráter engenhoso do Sr. Warren, a partir do momento que usamos tais tópicos relacionados à luz das escrituras e devidamente conduzidos por cristãos maduros e profundo conhecedores da Bíblia e de intimidade com Deus.
Nunca se deve substituir a veracidade bíblica pelo conteúdo conferido neste livro, pois tal obra se refere a passagens literárias construídas por Warren de modo a divulgar algo inerente a seu trabalho e nunca como verdade a ser seguida de forma integral.
Christiano Lins
*FONTE:http://www.semeandoasnacoes.com.br/2010/11/24/analise-do-livro-de-rick-warren-uma-vida-com-propositos/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Dissecando o livro "Uma Vida com Propósitos" de Rick Warren


WARREN, Rick. Uma vida com propósitos: você não está aqui por acaso. São Paulo: Vida, 2003. 294 p.
 Rick Warren, pastor da Igreja de Saddleback, na Califórnia, é também o autor do livro “Uma Vida com Propósitos”, em que ele volta a sua atenção para as pessoas comuns. Desde o seu lançamento, em 2002, milhares de igrejas, usaram o livro, literalmente, ou o têm usado, em uma campanha devocional denominada “40 Dias com Propósito”.
  "R. Warren pode ser um pastor cristão sincero, e seu livro realmente tem algumas das verdades práticas para os crentes, hoje. Porém, embora com alguns aspectos positivos, este livro é promovido como uma viagem espiritual, portanto, deve ser analisado olhado com extrema cautela, à luz das escrituras. Rick Warren tira a Escritura de seu contexto para fortalecer suas idéias ou parecer mais persuasivo. Fica claro, portanto,  que como qualquer livro humano, Uma vida com Propósitos não é perfeito. Contudo, sua enorme popularidade lhe tem conferido uma posição de influência que obras humanas raramente desfrutam. Esta proeminência é especialmente significativa, porque o livro pretende oferecer, aos seus leitores, a própria razão da existência. Na concepção de vários estudiosos renomados, há uma regra básica de interpretação que diz “um texto não pode significar para nós o que não significou para os ouvintes originais”. O que significa que, antes de contextualizarmos um texto nas Sagradas Escrituras, precisamos, primeiro, analisar o contexto em que foram escritos, o que o escritor queria dizer aos primeiros ouvintes, aos quais foram direcionadas suas palavras".*

  Concordo com o fato que devemos focar na qualidade que o livro dispõe em tratar assuntos mencionados por ele segundo um conteúdo instrutivo para ser viabilizado em função do corpo de Cristo.Contudo o que me chama atenção é a forma do qual ele configura verdades bíblicas num padrão bastante peculiar de forma a usar a sua própria obra, disponibilizar o seu trabalho para formular até mesmo, um novo conceito de eclesia, assim como ele tem experimentado na sua igreja e nas demais congregações credenciadas pelo seu projeto. É de grande relevância levar a tona questões mencionadas por ele, o que dá uma acesso de se discutir cristianismo em muitas outras pespectivas. Todavia mesmo assim, acho o seu livro, um conteúdo muito direcionado a perspectivas pessoais de se conquistar um público estrategicamente condicionado a uma demanda de seguidores de suas próprias literaturas.




  Algo que me vem à mente é que o fato de se traduzir o evangelho perante uma nova linguagem, dentro de um contexto anteriormente vivido e experimentado é algo louvável, porém formatar idéias originalmente pessoais de modo a estabelecer parâmetros dos quais nunca se teve conhecimento ou nunca ter sido apresentado com base em experiências ao longo dos 2000 anos de cristianismo é algo questionável.


   Em seu livro, ele faz uso da idéia de que Deus tem propósitos específicos pra cada um individualmente, gravitando tal informação verdadeira em tópicos precisamente induzidos a temas pertinentes ao que é interessante para a desenvoltura do seu processo de reinstrução das pessoas envolvidas em suas campanhas. Pode ser algo positivo, mas ele costuma usar isso como escopo para desdobrar assuntos que podem comprometer a visão do leitor em casos específicos, caso não se faz uso de uma boa formação das escrituras bíblicas. 


   Além disso, Rick Warren disponibiliza o uso de 15 traduções diferentes, no que segundo ele, "por melhor que seja uma tradução, ela tem limitações". Tal prática é legalmente utilizada a partir do princípio que todas elas não só podem ser exploradas, mas sobretudo, devem estar bem integradas entre si como o contexto original mencionado a cada circunstância distinta dos livros. Warren utiliza não só frações de versículos para encaixar a cada assunto levantado por ele sem a devida conexão, em alguns casos, com o conteúdo implícito da história, mas também, evidencia paráfrases ligadas a pessoas das mais diversas personalidades, não pertencentes à retórica cristã.


"Rick Warren também declara, no final do apêndice 3: “ nem sempre citei o verso por inteiro, mas me concentrei na parte mais apropriada. Para isso, segui o exemplo de Jesus, e a forma em que ele e seus apóstolos citavam o Antigo Testamento.” Porém, Jesus e os apóstolos nunca tiraram essas citações da escritura de seu contexto, quando citavam o Antigo Testamento".*

FONTE:http://www.semeandonacoes.com.br


Christiano Lins

quarta-feira, 9 de março de 2011

Você Sabe o que é Libertinagem?


"Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias"; 1 Pedro 4:3

 Trata-se de uma postura comportamental que valoriza um sistema de preferências como necessário para o adorno congregacional, de modo a tornar o crescimento espiritual mais suscetível aos padrões de conduta de uma sociedade secular.

 Ao igualar tendências comportamentais com crescimento, o libertino se torna também devastador por várias razões:

1. O libertino desvirtua o papel da motivação interior numa ação.

2. O libertino põe o foco no esforço e vontade própria de mudanças e não no discernimento divino.

3. O libertino estimula em valorizar o consenso pessoal de satisfação do que a dependência de Deus.

4. O libertino tende a usar a Bíblia para justificar suas idéias e preferências precipitadamente formuladas.

5. O libertino tende a imaginar que uma pessoa é aceita por Deus em função de sua intuição e não por causa do Seu conhecimento e maturidade espiritual.

6. O libertino tende a impor convicções pessoais sobre si próprio e as outras pessoas e condena os que não se submentem ou não desejam viver segundo tais parâmetros e procura criticar os que desejam andar sobre princípios bem definidos.

  Libertinagem é diferente de liberdade, uma vez que o segundo se trata da plena responsabilidade em exercer um conteúdo com prudência e embasado em preceitos que não comprometem o propósito essencial de uma causa pimária, sem distorcê-la diante do que convém ou não.

   A liberdade é experiência que resulta do conhecimento da VERDADE (a Palavra do Senhor) e não da faculdade de fazer o que se quer ou de decidir pelo que se enten­da. Isso implica, necessariamente, em se por em prática os ditames da Palavra de Deus, que é a VERDADE e que deve ser obede­cida em todas as áreas do nosso comporta­mento, como padrão único e exclusivo da vida cristã. O conhecimento da Verdade só se alcança quando a praticamos e não, ape­nas, quando dela temos ciência. Veja o que disse o Senhor Jesus na oportuni­dade: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos”;

   A faculdade de fazer o que se quer ou de decidir como se entenda não elimina o fato inexorável da pecaminosidade humana, que sempre representa terrível “escravatura”. Por mais livre que o homem se julgue, no seu comportamento humano, nunca se livrará, só por isso, da condição de escravo do pecado. A inevitável prática pecaminosa, decorrente da nossa própria natureza, anula a possibilidade da experiência da verdadeira liberdade. A pecaminosidade controla os pensamentos, o comportamento (as ações) e os resultados da atuação humana;


   A religiosidade formal (filhos de Abraão) não significa exercício de verdadeira liberdade. A petulância e o orgulho de muitos “religiosos” confronta com a experiência correta de liberdade, na medida em que a sua ati­tude é meramente formal, egoísta, superfi­cial e hipócrita e não de autêntica “espirituali­da­de”. A religiosidade é mera solução huma­na para a necessidade espiritual do ser huma­no. Carece, por isso, de autenticidade espiri­tu­al, pois não significa “novo nascimen­to” ou nova vida em Cristo (II Cor 5:17). Devemos ser “espirituais” e não “religiosos” e, só assim, estaremos usufruindo legítima liberdade;

  Uma vez que a igreja sente a necessidade de prever certas concepções a favor de um crescimento massivo de membros para a suposta obra por meio de vínculos com prioridades do mundo externo, os líderes se sentem induzidos em fazer de seus ministérios uma unidade de promoções e entretenimento vazio, capacitando o joio a se multiplicar no lugar do trigo.

RESULTADOS DE UMA IGREJA LIBERTINA:

1. Desejo pelo controle de programações e atividades previamente dotadas de concepção privativa.

2. Grupos infrutíferos e facções que levam à obsessão em realizar encontros restritos e fechados.

3. Atrofia e debilidade espiritual. Eternamente dependentes do conceito de líderes e pastores para engrenar causas que não conseguem abraçar de forma íntegra.

4. Hostilidade, concorrência, amizades e relacionamentos superficiais (contando c/ o tradicional "fica gospel") e relações sem o consentimento de um pastor.

5. Soberba diante dos que encabeçam idéias que buscam ascenção social no meio aglutinado e envolvido por entretenimento.

6. Desigualdade e julgos que comprometem o testemunho diante do real evangelho.

7. Exercício da total parcialidade ao delimitar pessoas segundo o que mais lhe convém dentro de um ministério.

8. Falsas premissas em atribuir resultados dentro da igreja por meio do que se faz, de recursos através da lei da oferta e procura por qualquer coisa que atraia o gosto do público (principalmente daqueles que não gostam do evangelho), pela lista de espera saturada por viagens e eventos afins ou qualquer coisa que satisfaça as expectativas da massa em geral.

  Só uma submissão total ao Senhor, como filhos de Deus, traz-nos experiência de liberdade. É importante que vivamos sob o constante Senhorio de Cristo, no sentido da experiência de Paulo, quando afirma: “Não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20).

Essa atitude só será alcançada quando:

1. Reconhecemos que só o Senhor pode (Lc 4:18); isso implica no exercício de nossa fé;

2. Rendemos, integralmente, o nosso ser a Ele (Mt 11:28); isso implica em real e constante experiência com Cris­to;

3.Submetemos ao Senhor o controle total de nossa experiência de vida, em todas as áreas pertinentes (Jo 15:5). Devemos cuidar, seriamente, para que em nome de uma falsa “liberdade”, não hajamos como transgressores!

4. Quando procuramos entender que as pessoas são a maior prioridade de uma igreja, capacitando-as e investindo especificamente nelas em amor pelo evangelho e não por paixão e prioridade pela novidade ou sofisticação, no intuito de agradar pessoas e principalmente projetar especulações por meio de um grupo possuído pelo favoritismo social.

“Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade, como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus”
I Pedro 2:16.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Customizando a Minha Fé


    "Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como tal, nem lhe deram graças, antes seus discursos se desvaneceram e o coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. Mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si. Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, honrando e servindo mais a criatura do que o Criador, bendito eternamente". Romanos 1:21-25.

    Só existe Fé real por meio de um real fundamento. Cada um impõe aquilo que mais lhe convém e define como tal, porém o que cega a fé é o ócio de produzir algo visando saciar seus próprios parâmetros.

     É semelhante ao querer colher morango no campo de milho... isso não existe. Assim como a Religião é um cárcere que aprisiona as pessoas de uma fé imaginária, distorcendo preceitos de forma a carecer de valores concretos sobre o que realmente pode se estimar por meio dela.

     Assim, sucedeu-se tal aspecto desde o período da Roma Antiga por meio das readaptações sobre o legado deixado por Cristo à humanidade, transformando-a em peças chaves para a difusão da idolatria entre os dogmas sociais da aristocracia. Tal conceito segue perdurando sobre nossos dias por meio do modelo construído pela democracia norte-americana de manipulação dos preceitos semitistas, ornamentando a crosta doutrinária que envolve o legado imperialista, do qual está fundamentado todo regimento de seus valores como nação dominante. Dessa forma a aparente prosperidade proferida à nação "genuínamente cristã" deferente ao seu poder diante do destino da humanidade, serve hoje tragicamente de suporte ético sobre os conceitos atribuídos aos que difundem os fundamentos sociais do evangelho de um mundo mercantilista.



      No obstante, esse referencial se estende ao determinismo formulado pela praticidade de alcançar realizações que estajam voltadas para os nossos próprios atrativos, firmados por supostas promessas bíblicas. Tudo está condicionado à articulação de metas em se alcançar o que se espera em templos originários da obra humana. É por meio dessa fonte inesgotável de saciação e apreciação massiva de fiéis ao mais puro excremento da vaidade carnal é que se prossegue rendendo divisões nas igrejas e estipulando propósitos vigentes a uma sociedade restritamente conceituada ao que se pode ofertar em troca da sua própria crença.

     "Há uma explícita confusão sendo aplicada há séculos que se adapta bem ao capitalismo atual, talvez propositalmente. Conquistar seu estado sagrado tornou-se simples: entregue a sua vida, seu discernimento, sua consciência e o que estiver em seus bolsos para a igreja e Deus sorrirá pra você!"(Fonte: http://www.artigonal.com/meditacao-artigos/religiosidade-espiritualidade )

      Tal conceito é visível na forma como as igrejas no Brasil estão configuradas. Diante de tantos miseráveis, congregações delimitam fisicamente seus espaços, especulando a fé restrita aos que possuem algo a investir, ainda que o templo se manifeste de dentro pra fora do âmago de seus interesses e peculiaridades. Por outro lado, despejando os que não se encaixam no perfil social de sua universalidade congregacional forjada e sitiando a segurança de seus fiéis contra os que ameaçam sua comunhão privada. Isso gera as mesmas disparidades sociais, assim como alianças corporativas semelhantes a um governo despótico que estimula cada vez mais a própria marginalização da maior parte entre as classes brasileiras.




      Por meio dessa realidade permanente, percebemos o quanto é difícil nos sujeitarmos ao verdadeiro sentido de uma crença longâmina que nos remita perceber propósitos por trás de tais aspectos tão inerentes ao que projetamos e retemos para si. Isso nos faz acreditar que por meio de nossa distinção, podemos regrar o sentido da vida e testificar a veracidade do cristianismo. Por conta dos anseios por nós praticados em digerir causas nobres particulares, desprezamos conteúdos que requer destituir-se dos atributos pessoais, sacramentando-se a viver em função de um senso de coletividade e vínculo íntimo com os demais, de forma a romper o estigma faccional deixado pelo pecado em nossa essência.

     "Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão". 2Colossenses 18


        

      Exercer a fé vai muito mais além que acumular méritos de apreciação por nossas preferências. Significa exonerar-se de qualquer tendência que nos leve a carregar propostas que nos sirvam de finalidade para o campo pessoal. É restituir a consciência de que vivemos como extenção dos desígnos de Deus ao empregarmos o bom exercício de requerer a dependência e total controle de um Criador, ao invés de perecermos em nosso idealismo passional. Isso evita de seguirmos providenciando a nossa felicidade e satisfação privada por vias sacramentadas e rituais exotéricos.

      Deus não se deixa compactuar com diligências que o leve a ser subordinado por causas egocêntricas, nem pretenções oriundas do consenso humano. Ele nos atenta a reconhecer a magnitude estabelecida por seus princípios, entretanto não nos convém desejar delimitá-las. Antes, entender que toda e qualquer obra sua visa edificar o seu Corpo que somos nós. É assim por onde se opera resultados perante uma só coexistência com a natureza universal de sua benevolência, cabendo a nós conhecê-la de forma íntegra.


      Somente esvaziando-se de causas pré-condicionadas à natureza do ego individual e priorizando uma vida de valores coletivos é que poderemos testificar a graça de sua equidade soberana, de forma a conciliar parâmetros da vida sobre um justo modelo de plena abundância e significado real para uma existência saudável.

Christiano Lins

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Somos Todos Enfermos


"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;" Romanos 3:23

"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados." 1Pedro 2:2

 
O mundo é um grande hospital e a humanidade uma multidão de enfermos e doentes.

A estatística neste caso é precisa: o gênero humano encontra-se todo contaminado e profundamente insalubre. Não há ninguém isento desta epidemia genérica. Por que haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia?

Toda a cabeça está doente, e todo o coração, enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo. Isaías 1:5-6. Isto não é apenas uma estimativa para Israel. Este diagnóstico cobre toda a população da terra. Somos uma raça moribunda.

Em conseqüência do pecado, o espírito ficou separado de Deus, a alma tornou-se penalizada e enferma, e o corpo sujeito às doenças e indisposições. Há uma certa correlação de causa e efeito: o espírito abatido vem enfermar a alma, que acaba adoecendo o corpo. O abatimento é espiritual, a enfermidade é psíquica e a doença é física. O espírito do homem o sustenta na enfermidade, mas o espírito abatido quem o suportará? Provérbios 18:14. (Ed. Contemporânea). Tudo começa no íntimo do espírito. O espírito é o coração do ser humano. Quando o coração encontra-se independente de Deus, um grande vazio toma conta da alma e, conseqüentemente, o corpo termina sofrendo os achaques psicossomáticos.

Por isso, a Bíblia sustenta a necessidade prioritária de um cuidado essencial com o coração... porque dele procedem as fontes da vida. Provérbios 4:23. A vida sempre procede do coração. O escritor F. W. Foerster salienta, em uma de suas páginas, que certa vez, perguntaram ao "neoiluminsta" De Maistre se ele sabia como era o coração de um homem mau. O educador respondeu: Não sei, mas sei como é o de um homem bom - é horrível!

    O homem natural é um ser espiritualmente separado de Deus, psicologicamente transtornado pelos efeitos arrogantes do pecado e sujeito a todos os males causados pelas moléstias que se manifestam no seu corpo. As doenças são, freqüentemente, resultantes dos desequilíbrios emocionais e estes, por sua vez, são conseqüências da morte espiritual. A dor é, quase sempre, fruto das enfermidades e estas, com efeito, provêem do pecado. J. Blanchard afirma: Toda enfermidade é, em última análise, resultado do pecado, mas nem sempre decorre diretamente dele. O rei Salomão, por revelação do Espírito, precisou muito bem o foco do problema: O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Provérbios 17:22. O coração alegre é aquele que tem experimentado a salvação graciosa de Deus, em Cristo Jesus. O espírito abatido, por outro lado, causa enfermidades na alma, secando os ossos e permitindo a instalação das doenças em nossos corpos. Sabemos que a medula óssea é um dos responsáveis pela fabricação dos elementos de defesa do nosso organismo. Quando o sistema imunológico é afetado pelos efeitos universais do pecado na raça humana, sofremos profundamente com as doenças resultantes de nosso enfraquecimento.




      A regeneração espiritual é a primeira providência divina para a restauração da espécie humana. Se o pecado nos separou de Deus, causando um estrago irremediável do ponto de vista do homem, só Deus pode nos salvar verdadeiramente deste estado de separação. Por isso, a cruz se tornou o centro cirúrgico da maior operação já realizada. H. C. Trumbull disse que, o Calvário mostra como os homens podem ir longe no pecado, e como Deus pode ir longe para salvá-los. A crucificação de Cristo e a nossa crucificação juntamente com Cristo se tornam a medida prioritária para a recuperação plena do ser humano. Somente os justificados pela cruz podem ser vivificados pela ressurreição. Somente os regenerados pela graça podem ser verdadeiramente curados de suas enfermidades psíquicas através dos efeitos permanentes da cruz.

       A doutrina da salvação do homem pode ser vista em três fases distintas: a vivificação do espírito, promovida pelo sacrifício vicário do Cordeiro de Deus e sua ressurreição; a santificação da alma, patrocinada pelo Espírito através da vida poderosa de Cristo, e a glorificação do corpo, determinada pela ressurreição dos santos e transformação dos vivos, e seu arrebatamento. As três etapas falam da salvação em três tempos: fomos salvos da condenação do pecado pela vitória de Cristo; estamos sendo salvos do poder do pecado pela vida de Cristo, e seremos salvos da presença do pecado pela vinda de Cristo. Fomos vivificados em nosso espírito, estamos sendo santificados em nossa alma e seremos glorificados em nosso corpo. Por isso, só os regenerados pelas misericórdias de Deus podem ser realmente curados, pela graça de Cristo, de todas as suas enfermidades. A cruz que sacrificou a Cristo Jesus deixou as feridas que saram as enfermidades. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Isaías 53:5. Temos aqui a garantia bíblica da cura de nossas enfermidades. Muita gente que se encontra doente em seus corpos sofre de grandes enfermidades em suas almas. S. I. McMillen afirma que, a ciência médica reconhece que emoções como medo, tristeza, inveja, ressentimento e ódio são responsáveis pela maioria de nossas doenças. Os cálculos variam de 60% a quase 100%.

    As doenças são quase sempre resultantes das enfermidades. O corpo sofre os efeitos da alma. Uma mente ansiosa ou amargurada termina detonando o organismo. Emoções distorcidas acabam deformando o corpo, o que causa as conhecidas doenças psicossomáticas. Por isso, os antigos latinos costumavam dizer: mens sana in corpore sano (mente sã num corpo são). Só uma mentalidade sadia pode promover uma boa saúde física. Muita gente que já foi regenerada em seu espírito continua enferma em sua alma. Muitos traumas e contusões emocionais persistem ocultas, determinando reações enfermiças. Sabemos que a alma está sendo salva pelo poder da vida de Cristo, mediante a instrumentalidade da Palavra de Deus. Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tiago 1:21. A regeneração do espírito é um ato soberano da graça de Deus, mas a cura da alma é um processo gracioso das pisaduras de Jesus.



     Quando contemplamos, pela Palavra, os efeitos poderosos do Calvário, somos atingidos em cheio no cerne de nossos problemas. O método de Deus para a cura de nossas almas se revela no íntimo, pela eficácia de Cristo crucificado. A cura interior só acontece de verdade quando consideramos a cruz em nosso interior como o instrumento que mata o ódio, a amargura, a vingança, a inveja, o medo e todos os sentimentos enfermiços da alma. Foi com esta visão que G. Campbell Morgan disse: Quem na verdade contemplou a cruz de Cristo não pode jamais falar de casos sem esperança. Mesmo aqueles que se encontram contundidos com os estigmas da crueldade e rejeitados por aqueles que deveriam ser os mais afetuosos podem ter esperança. A Bíblia mostra, sempre, um Deus que é misericordioso e sensível para com os quebrantados de espírito. Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia. Salmos 103:3-4.

      O Evangelho é efetivamente uma boa notícia. É o anúncio de um Deus gracioso que se interessa profundamente por um homem abatido, enfermo e doente. Deus se tornou gente por se importar com a gente que sofre com o agente da dor. Jesus Cristo é o Deus de toda a graça que regenera o pecador, santifica o regenerado, cura o santo enfermo, sara o enfermo são e restaura o homem totalmente, pelas suas pisaduras. Não estamos sustentando o curandeirismo, nem tampouco que Deus deva curar todas as nossas doenças, mas que a verdadeira cura está no poder de Cristo crucificado. Como Spurgeon, arrisco-me a dizer que a maior bênção terrena que Deus pode dar a cada um de nós é a saúde, com exceção da doença. Esta, muitas vezes, tem sido mais útil aos santos do que a saúde. Creio, como Abraham Wright, que eu posso ser abençoado por minhas doenças, enriquecido por minha pobreza e fortalecido por minha fraqueza. Mesmo assim, creio que o objetivo final da salvação é um homem consagrado no seu espírito, santificado em sua alma e saudável no seu corpo. Por isso, Cristo realizou uma salvação perfeita.

     Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer... Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas... Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Isaías 53:3a e Hebreus 4:15a-16.

     Muitas vezes é de fácil percepção vermos nossas igrejas não como um hospital mas um IML espiritual onde centenas de cristãos aguardam ser abençoados de qualquer forma;

      Por isso, irmãos em Cristo é de fundamental relevância que cuidemos maciçamente uns dos outros para alcançarmos aquilo que almejamos pois a nossa vida foi feita de dons para serem utilizados reciprocamente e não um plano de fundo para se abandonar no frivolô da individualidade santa.

Sejamos diferenciais
Christiano Lins