Verbalize-se!

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Música e Adoração: Pilares do Louvor Cristão



1 Coríntios 10:31 -"Portanto, quer comais, quer bebais, ou fazeis outra coisa, façam para a glória de Deus."

  Temos o hábito de chamar o Ministério de Música como "Ministério de Louvor e Adoração". Na verdade, usamos esses nomes juntos, como que sendo um nome e sobrenome.

  Observa-se que há uma diferença importante entre estes dois conceitos. Embora o conceito de Adoração esteja intimamente ligado à divindade, o Louvor não possui necessariamente esta finalidade. Talvez seja por isto hoje, ao falar-se sobre música na igreja, fale-se tão pouco em Adoração, conceito que vem sendo substituído por louvor.

LOUVOR: É uma expressão de vida, individual ou comunitária, circunstancial e motivado na alma por um impulso de render glorificação e exaltação à soberania de Deus. (Sl 145:4; Sl 147:12-13; Is25:01; Lc 19:37).

O ato de louvar é de dar graças a Deus pelo seu mover em nossas vidas.
 
  ADORAÇÃO: Apesar de adoração possuir um conceito real bastante amplo, podemos definí-lo como um estilo de vida individual e incondicional, motivado no espírito por amor e devoção a Deus através da oferta da vida como sacrifício santo a Ele (Sl 96:9; Ap 4:8-11; Ap 11: 16,17).
 

    A Bíblia nos indica que existem várias expressões de louvor e de adoração, tais como através da oração, cânticos, confissão, ofertório, artes em geral, pregação, ceia, batismo e do próprio exercício do ministério.
 

    Existem bases distintas entre a arte convencional, principalmente a música e a expressão artística cristã, vejamos estes princípios:

     A ARTE SECULAR
 
   “Aquilo que governa o coração, forma a arte.” – Wolfgang H. M. Stefani, parafraseando Pr 23:7  e Lc 6:45.
    Popularmente conhecida como mundana, secular significa “aquilo que perece ao longo dos séculos” e possui seu sentido focado na natureza do mundo que se transfigura ao passar da história da humanidade e reflete o sentimento carnal do homem perante sua compreensão do mundo e da sociedade que vive. É uma característica peculiar do ser humano, do qual está exposta permanentemente, em especial a música, na  constante manipulação de Satanás perante o sentimento humanístico.

   De acordo com muitas interpretações bíblicas, Lúcifer era músico mestre. Ele deveria usar este dom para a glória de Deus, mas quando se rebelou contra o Senhor, foi expulso do reino de Deus, prostituíndo tal dom, e usando-o para o mal. Ele tem feito isto até os dias de hoje. (Ezequiel 28:13-17).

    Foram os descendentes de Caim que inventaram tanto os instrumentos de música como os instrumentos de guerra (Gn4:21,22) e muitos usaram destes recursos para corromper a vontade de Deus. Finalmente esta música inspirada na Babilônia será destruída através da destruição da cidade (Ap 18:22).

   Hoje a música continua influenciando e aflorando o impulso das pessoas, de forma a conduzirem à sua própria restrição da miséria natural caída do homem, porém algo deve ser dito em relação a esse parâmetro:

  Nem toda música popular é pecado, embora muitas o sejam. Considere se ouvi-la, isto não prejudicará sua carreira cristã.

              Black Metal Gospel: Você ouviria se fosse cristão?
              O cristianismo deve abranger o conceito musical... 
             ...ou o conceito musical deve abranger o cristianismo?

   A cultura (música, pintura, teatro, dança, etc.) é uma resposta do homem para o mundo moderno. Porém existe um propósito mais excelente na manifestação destes dons!

     A ARTE CRISTÃ
 
     Popularmente conhecida como Gospel (do inglês, evangelho), foi criada primordialmente no intuito de expressar a confirmação de uma vida moldada pelo caráter de Cristo através do Espírito Santo habitante em nosso ser, de forma a vivenciar, testemunhar, confraternizar e celebrar perante uns aos outros a graça abundante e eterna de Deus em nossa sociedade, representada pela nossa comunidade e as demais congregações cristãs. (Sl27:6, Sl 47:1, Sl 63:4, Gn 17:3, 1 Sm 18:6).

      O Espírito Santo também pode usar a música para a glória de Deus e para a edificação das pessoas. Observe o efeito terapêutico que a musica ungida tinha sobre Saul (1Sm 16:23).

     O louvor de Moisés reflete a gratidão pela liberdade do povo cativo no Egito por Deus (Ex15). No Salmo 90, o louvor contrasta a eternidade de Deus e a nossa mortalidade. É também um pedido de bênção para o povo condenado a ficar no deserto por meio do pedido de confirmação das obras.


       Estrelas Pop que vieram do cenário cristão:
   Elvis, Curtis Mayfield, Sixpence e P.O.D.

   A adoração e o louvor envolvem excelência em suas ações, veemência em suas atitudes por cada um dos fiéis, porém deve-se definir algo a respeito:

   O ato de louvar significa que estamos em plena fraternidade uns cons os outros e traduz para Deus que estamos reunidos harmoniosamente entre si como forma de celebrar e ser grato pela contínua mudança de vida em nosso meio.

   A adoração expressa através do louvor edifica somente aqueles que a praticam, de forma que apesar de Deus ser o grande digno de honra e glória, Ele não precisa efetivamente disso para provar a sua magnitude perante nós, e sim, nós mesmos precisamos de tal coisa para perdurar a graça em nosso meio de convivência.

   O verdadeiro significado de tudo isso está na firmeza de nossas intenções na vontade divina dos quais os FATOS nos levam a RAZÃO, trazendo-nos a FÈ e por fim as nossas EMOÇÕES.
 
   Essa é a grande essência de tudo, visto que a música, a voz (ministros e participantes) e os instrumentos musicais são recursos terrenos para se acessar o canal de intimidade com DEUS durante o clima de benção e cura na igreja. (Sl 22:3)
 
   O conselho contido na carta aos efésios (Ef 5:18-20) é que o louvor faça parte do dia-dia do cristão, conforme formos enchendo-nos do Espírito que haja um louvor que venha do nosso coração para Deus por meio de hinos e cânticos, assim falado em Salmos.
 
   O louvor de Paulo na Igreja Primitiva (2Ts 2:13-17) era recheado de ações de graças. È uma constante nas cartas de exortação a perseverar em oração, o que constiui a verdadeira adoração ao SENHOR, pelo próprio crescimento e manutenção da comunidade através do trabalho missionário e crescimento em amor pelas pessoas.
 
  DICAS PARA UM LOUVOR E ADORAÇÂO MAIS RICA:
 
  Em Rm 8:31-39, existe um desafio ao ministério de louvor de exaltar a Deus assim como permanecerem firmes frente as dificuldades. Por isso, os ministros devem conhecer as dificuldades de seus irmãos e manterem a adoração frente à instrução bíblica.
 
  1. Comece as reuniões com ações de graça e louvores por meio de cânticos. (Sl 100:4)
  2. Peça ao Espírito Santo que o lembre de hinos apropriados. Deus tem um tema e mensagem para cada culto.
  3. Amargura: Como podemos adorar a Deus de todo coração, se existe alguma mágoa corroendo nosso relacionamento com alguém? Em Mt 5:23-24 explica algo relacionado. Deus só aceita a nossa oferta de adoração quando dispomos de bom relacionamento com o próximo.
  4. Lembre-se que seu caráter (gostos e inclinações) são uma das poucas coisas que irão desta para melhor. Deus não ajustará seu caráter para trasladá-lo. Se ele não se ajusta ao reino de Deus, você não estará lá, pois sua Salvação está envolvida nisso!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Paz Que Não Queremos



    Aproveitando o feriado internacional de Corpus Christi, acho que seria de boa relevância mencionar algo relacionado a fatores cruciais em que vivemos em nossos dias. Enfrentamos sérios dilemas morais ao passo da destruição do conceito do certo e errado em nosso cotididiano que ameaça seriamente nossa posição como cristãos.
    Em meio aos atributos e legados deixados por Jesus Cristo, de promover a paz deixada por ele antes de sua ascensão aos céus, narrada em João 16, a sua existência é uma das principais referências que envolvem os critérios de paz empenhadas pelo mundo ocidental religioso que se contrapõe ao cunho impetuoso de combate ao mundo pernicioso dos ocidentais, segundo os os preceitos islâmicos.
O suposto conflito armamentista no Oriente Médio, ao qual mobiliza os principais líderes mundiais e converge em possíveis expectativas de maiores intervenções a níveis políticos cada vez mais agravantes e que podem tomar de forma crescente o breve cenário dos tópicos atuariais de nossos dias.
     Tendo em foco tais preceitos desenvolvidos pelo nosso mundo capitalizado e engrenado pela satisfação pessoal, os vindouros desejos de pacifismo ao qual temos como demanda para o nosso futuro próximo, encontram-se minados não só pelo que há de vir, mas por tendências construídas pelo menos, ao longo dos últimos 50 anos. Após cessarem a longa jornada de independência de muitas nações, marcadas pela militância pacífica de Mahatma Gandhi nos anos 30 e 40 do século passado, esses modelos de pacifismo são adotados pelo mundo ocidental que supostamente não entendia de forma íntegra, as idéias deixadas pelo ativista indiano e foram absorvidos desde então. Esses âmbitos emergiram-se na constante militância pela paz anunciada segundo determinações de liberdade de expressão e manifesto cultural do anti-conformismo, iniciados em meados dos anos 50 e temperados nos anos 60 e 70 pelo movimento hippie.

"Símbolo da Paz" dos hippies nos anos 60 e adotados pelos que buscam 'paz'.
      Antes mesmo de tal explosão cultural massiva ser detonada, em 1958, o inglês Gerald Holtom (integrante da inteligência durante a Segunda Guerra Mundial) a partir da linguagem de bandeiras, por tratar-se de um código universal adotado em toda comunicação marítima, cria o símbolo do Desarmamento Nuclear. Tal movimento foi liderado pelo filósofo e anarquista Bertrand Russel que vincula o símbolo não só como militância ao desarmamento, mas como a uma nova ordem mundial idealizado ao parâmetro de uma vida de libertação contra a religião e a existência de Deus. Ateu convicto, Russell foi o autor do best seller Por Que Não Sou Cristão e mentor do suposto movimento fundamentado no final dos anos 60, fazendo uso do símbolo que querendo ou não, faria uma apologia à outros símbolos existentes como a Cruz de Nero e os expressos no Nazismo 15 anos antes.

Um dos símbolos adotados no Nazismo

         
A Cruz do Imperador Nero



         
     Para dar ênfase a tal conceito criado por Russell, o compositor inglês John Lennon empenhou-se a usar tais definições à juventude em meio as transformações sócio-culturais da cultura pop. Esse mesmo Lennon que defendia a paz entre os povos e a extinção não só das religiões por meio da música Imagine, mas da inexistência de Deus, compôs também a música natalina Happy Christmas (War is over) (...?)



    "Deus é um conceito pelo qual medimos nossa dor".
     (John Lennon na 1ª estrofe da música God )



 Assim da mesma forma, Lennon que condenava também a existência de um Criador, foi assassinado em 1980 por um fã incondicional que o idolatrava como um "deus".
    Por tais estigmas, a nossa cultura é fundamentada nesses ideais de paz, sintetizados pelo alicerce de âmago do egoísmo humano.

     "Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre-virá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas".
1 Tessalonicenses 5:1-5


     Pelos mesmos princípios, hoje somos inundados pela tempestade de violência da criminalidade e assassinatos pré-meditados por uma sociedade que optou pelo fundamento de suas próprias idéias e concepções pessoais de justiça e liberdade. O amor livre, a liberdade de expressão desregrada de uma camada social que beira seus interesses pessoais, se confundem com o conflito moral entre nós, gerando contendas e práticas de depreciação pelo próximo. Afinal de contas, se somos tão adeptos da ideologia Paz e Amor, por que não conseguimos alcançá-la?

"Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças são como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades como um vento nos arrebatam". Isaias 64:6
 
 

    Hoje em nosso país, estamos presenciando a adequação de paz e liberdade dos cidadãos por meio desses alicerces que não possuem a consistência, para que esse desejo seja devidamente realizado. A união matrimonial gay distorce o conceito primordial de Deus que afirma que homem e mulher se juntarão e constituirão numa só carne, o princípio real do matriomônio. A Marcha para a Legalização da Maconha remete severamente a dissolução de parâmetros referentes a saúde e segurança nos quais o nosso país não possui estrutura para abrigar tal liberdade social. Igualmente, líderes religiosos se manifestam contra tais coisas de forma perniciosa e alheio às suas causas denominacionais de forma tão opressiva como válido a justificação de tais manifestações.
     Nunca haverá paz e ordem enquanto compactuarmos com a contínua transfiguração de nossos valores, acrescidos do nosso ímpeto desejo de limar aquilo que está de forma apologeticamente confirmado nas escrituras. Devemos nos apegar ao íntimo contato com Deus que nos orienta de modo preciso aos caminhos de santidade, até o fim de nossos dias, ao praticarmos a justiça íntegra por meio de seus ensinamentos. A igreja necessita de crescimento em unidade...precisamos nos desfazer da composição circense de nossos cultos, das metas de alcance de membros e preservar a sabedoria bíblica em nossas prioridades como congregação. Pessoas padecem de conhecimento e perecem sobre tais regras de fundamentos morais dentro de nosso próprio convívio. Sejamos pertinentes a tal realidade e saibamos nos concentrarmos na verdadeira e agradável vontade de Deus. 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Vida de Ovelha ou de Gado?


1 Crônicas 16:11: "Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente."

O legado de Cristo em nós é algo que transforma completamente a nossa perspectiva de vida e como lidamos com a idéia de vermos não só o nosso próximo como a nós mesmos.

A importância de sermos unidade através da igreja refletida ao apóstolo Pedro testifica o legado do Messias até os nossos dias, perpetuando a sua graça em meio ao mundo em constante transfiguração do maligno de forma que somos todos nós um só corpo e só rebanho...

A analogia entre os seguidores de Cristo e ovelhas é pelo tipo de tratamento dispensado pelo Pastor às suas ovelhas. Ele guia em amor e em cuidado, seguindo adiante delas, tranqüilizando a ovelha com sua voz firme e suave ao mesmo tempo. Mas, no meio evangélico, tem crescido muito nos últimos anos um outro rebanho: o de gado.

Vejamos suas características:

A Ovelha

1. Aceita a Jesus como aquele que direciona a sua vida como Senhor e Salvador;
2. Está em constante mudança de postura como resultado da graça operante de Deus em sua vida;
3. Nega (humilha-se) às suas vontades por ter a segurança de quem ele é em Cristo, causador da restauração do seu verdadeiro valor como indivíduo.
4. Está focalizado na racionalidade concebida pelo testemunho de vida de Jesus através do íntegro entendimento da Bíblia;
5. Aprende a conviver com os demais independente de sua posição ou condição social, faixa etária ou interesses afins;
6. Busca sabedoria e justiça por amor e interesse ao próximo;
7. Cultiva a contínua certeza da salvação por Cristo.

O Gado

1.Adota Jesus como um rótulo para um estilo de vida exótica;
2.Releva a importância de mudanças e permanece limitado às suas vontades;
3.Anula-se a si própio como forma de agradar ao senso comum de um determinado grupo de pessoas pertencentes à sua socialidade como forma de ser aceito;
4.Gravita em tôrno do que o líder carismático estabelece ou que uma instituição religiosa determina como modelo a se seguir (utilizando-se a Bíblia, claro);
5. Conforma-se em ter contato apenas com aqueles dos quais se identifica ou tem algo a lhe oferecer pessoalmente, segundo o que lhe agrada;
6.Busca a religiosidade como medo de ser condenado por Deus e pelos outros;
7.Está sempre inseguro de sua salvação, sem ao menos tomar uma postura diante do que Deus oferece;

E você? Identifica-se como uma Ovelha, obediente aos ensinamentos de seu pastor (Cristo) em contínuo crescimento para o seu rumo estabelecido ou Gado, marcado pelo cumprimento do regime de ser guiado pelo ritmo frenético de preenchimento de uma vida vazia, dependente das tendências sociais da massa?

João 10:1-5: "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. Mas de modo nenhum seguirão o estranho, antes fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos."

João 10-10:"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."

terça-feira, 10 de maio de 2011

95 Teses Para a Igreja de Hoje


  
    Segue uma lista de características que podem ser chamadas de Teses para a Igreja de Hoje, inspirada pelo o que foi idealizado por Martinho Lutero e formulado no Seminário teológico Batista do Rio Grande do Sul, no qual creio que toda comunidade denominada cristã e cada um dos membros, ou seja, NÓS deveriamos seguir a cada um destes valores, de forma a isso ser diferencial na nossa vida e no relacionamento com os outros, para que nenhum de nós dependa de um referencial relacionado à ninguém, pois todos nós somos falhos e necessitamos direcionamento.

A lista é grande (95) mas são de fato precisas:

1 - Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer. (Mc 13.31)

2 - Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)

3 - Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)

4 - Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)

5 - Que o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente, por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)

6 - Que princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a soberania de Deus, a suficiência da graça, o sacrifício perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)

7 - Cremos que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois "do Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam". (1 Jo 5.19; Sl 24.1)

8 - Cremos que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde Cristo "expôs publicamente os principados e potestades à vergonha, triunfando sobre eles" e que essa vitória teve como prova final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)

9 - Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)

10 - Cremos que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto, não há a necessidade de se "amarrar" todo o mal antes dos cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57; Mt 18.20)

11 - Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo 16.33; 1 Tm 5.23)

12 - Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um cristão. (Fp 4.10-12)

13 - Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois "nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso salvador, Jesus Cristo". (1 Pe 2.11)

14 - Nossas petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. "Determinar", "reivindicar", "ordenar" e outros verbos autoritários não encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)

15 - Afirmamos que a frase "Pare de sofrer", exposta em muitas igrejas, não reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis, mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)

16 - Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)

17 - Entendemos que a natureza criada participa das dores, angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. O que não significa que nós, cristãos, tenhamos que ser negligentes com a natureza e o meio-ambiente, uma vez que Deus não apenas criou tudo, mas também "viu que era bom" (Rm 8.19-23; Gn 1.31)

18 - Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef 2.8-9)

19 - Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que possamos fazer para "merecermos" a atenção de Deus. (Rm 3.23; 2 Co 12.9)

20 - Que nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura. Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)

21 - Que entendamos que vivemos num "país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza". Portanto, que não seja mais "obrigatório" aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)

22 - Que nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)

23 - Que as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... Da mesma forma, rejeitamos o preconceito, na verdade um racismo velado, contra instrumentos e danças de origem africana, como se estes, por si só, fossem intrinsecamente ligados a alguma forma de feitiçaria. (Sl 150)

24 - Que retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada primitiva, de que "ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum." (At 4.32)

25 - Que não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu passado. Antes, seguindo a Palavra, corrijamos a ovelha ferida com espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também tentados. O que não significa, por outro lado, conivência com o pecado praticado de forma contumaz .(Gl 6.1; 1 Co 5)

26 - Que ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado por "falta de fé". Que haja maturidade para acolher o fraco e sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)

27 - Que a igreja reconheça que são as portas do inferno que não prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do "exército inimigo". Que essa consciência nos leve à prática da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de Deus sobre a terra. (Mt 16.18)

28 - Cremos na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)

29 - Que nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para, mentindo, "disputarmos" quais são as maiores igrejas; o Reino é bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)

30 - Que os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não expostos aos púlpitos e à "fama" antes de estarem amadurecidos na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo. (1 Tm 3.6)

31 - Que saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb 12.1-2)

32 - Que sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens, refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)

33 - Que arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)

34 - Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)

35 - A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)

36 - Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um "justo" (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)

37 - Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)

38 - Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)

39 - Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)

40 - Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)

41 - O versículo bíblico "Feliz a nação cujo Deus é o Senhor" não deve ser interpretado sob olhares políticos como "Feliz a nação cujo presidente é evangélico" e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)

42 - Repugnamos veementemente os chamados "showmícios" com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de "louvor a Deus" para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)

43 - Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)

44 - Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a "patente" de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11)

45 - Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)

46 - Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico "não toqueis no meu ungido", retirando-o do contexto, para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)

47 - Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de "perder a salvação" por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)

48 - Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos "palácios" para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)

49 - Que nenhum movimento, modelo, ou "pacote" eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido como a "solução" para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)

50 - Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu "mover". Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)

51 - Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a "tietagem" evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)

52 - Reafirmamos que o véu, que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)

53 - Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)

54 - Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)

55 - "O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus." Que sejamos sábios para não misturar as coisas. E as profecias, ainda que não devam ser desprezadas, devem ser julgadas, retendo o que é bom e descartando toda forma de mal. (Jr 23.28; 1 Ts 5.20-22)

56 - Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)

57 - Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)

58 - Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)

59 - Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem "estrelas" do evangelho ou mesmo "produtos" a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com "atrações" curiosas, como "a menor pregadora do mundo", etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)

60 - Que as "Marchas para Jesus" sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)

61 - Nenhuma igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais "cristãos". (At 4.12; Jo 3.8)

62 - Que as livrarias ditas "cristãs" sejam realmente cristãs e não ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)

63 - Cremos que "declarações mágicas" como "O Brasil é do Senhor Jesus" e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do Evangelho. (Tg 2.15-16)

64 - Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como "unção dos 4 seres viventes", "unção do riso", etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)

65 - Cremos, firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a unção que vem de Deus, não necessitando de "novas unções". (1 Jo 2.20,27)

66 - Lamentamos a transformação do culto público a Deus em momentos de puro entretenimento "gospel", com a presença de animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)

67 - É necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão. A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct 1.1)

68 - Não consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes sobrenaturais e nem são os instrumentos "preferidos" de Deus. Muitas igrejas têm feito do shophar "O" instrumento, dizendo que é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)

69 - Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil como o novo "Israel" para abençoar todos os povos. Essa idéia surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)

70 - Lamentamos o estímulo e o uso de "amuletos" cristãos como "água do rio Jordão", "areia de Israel" e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de "catalisadores" do poder de Deus. (Hb 11.1)

71 - Que o profeta que "profetizar" algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)

72 - Rejeitamos as músicas que consistem de repetições infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional, conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)

73 - Deixemos de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Da mesma forma, rejeitamos a sacralização da cultura judaica, como se esta fosse mais santa que a brasileira ou do que qualquer outra. Que então os ministros e dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em Sua igreja, não criando uma "classe superior" de "levitas", até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5; 1 Pe 2.9)

74 - Que se entenda que tijolos são apenas tijolos, paredes são apenas paredes e prédios são apenas prédios. Que os termos "Casa do Senhor" e "Templo" sejam utilizados somente para fazer menção a pessoas, e nunca a lugares. Que nossos palcos não sejam erroneamente chamados de "altares", uma vez que deles não emana nenhum "poder" ou "unção" especial. (At 17:24, I Cor 6-19)

75 - Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz "cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento". (1 Co 14.15)

76 - Não consideramos que "há poder em nossas palavras" como querem os adeptos dessa teologia da "confissão positiva". Deus não está sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas bocas. (Gl 1.6-7)

77 - Rejeitamos a onda de "atos proféticos" que, sem base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)

78 - Apresentar uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo, não consiste em "restaurar a adoração" ou apresentar a Deus uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez - cuidar dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua palavra - deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)

79 - Discordamos dos "restauradores das coisas perdidas" por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está "restaurando a adoração", "restaurando o ministério profético", etc... é desprezar o sangue dos mártires, o testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos esses séculos. (Hb 12.1-2)

80 - Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura humana e as ênfases nos "milagres" e produtos da fé sobrepujam as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)

81 - Deus não nos chamou para sermos "leões que rugem", mas fomos considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc 10.3; Rm 8.36)

82 - Entendemos como abusivas as cobranças de "cachês" para "testemunhos". Que fique bem claro que aquilo que é recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)

83 - Que movimentos como "dança profética", "louvor profético" e outros "moveres proféticos" sejam analisados sinceramente segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)

84 - Que a cruz de Cristo, e não o seu trono, seja o centro de nossa pregação! (1 Co 2.2)

85 - Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com alegria! (2 Co 9.7)

86 - Que a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de forma visível e encarnada. "Pois tive fome... e me destes de comer..." (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18; Tg 1.27)

87 - Cremos, conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens - Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)

88 - Lamentamos o comércio que em que se transformou a música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a "máfia" das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da massificação dos "louvores" comerciais, e não dão espaço para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e, principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)

89 - Que os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a "máfia" das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da Palavra ao invés do espetáculo "gospel" a fim de terem igrejas "lotadas" para ouvirem as "atrações" da fé. Da mesma forma, rejeitamos o triunfalismo e o ufanismo no qual se transformou a música evangélica atual, que só fala em 'vitória', 'poder' e 'unção' mas se esqueceu de coisas muito mais fundamentais como 'graça', 'misericórdia' e 'perdão'. (1 Pe 5.2)

90 - Que sejamos livres para "examinarmos tudo e retermos o que é bom" , sem que líderes manipuladores tentem impor seus preconceitos, principalmente na forma de intimidações. Que nenhum líder use o jargão "Deus me falou" como forma de amedrontar qualquer um que ousar questionar suas idéias. (1 Ts 5.21)

91 - Somente as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)

92 - Somente a Graça. (Ef 2.8-9)

93 - Somente a Fé. (Rm 1.17)

94 - Somente Cristo. (At 17.28)

95 - Glória somente a Deus (Jd 24-25)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dissecando o livro "Uma Vida com Propósitos" de Rick Warren - Parte 2


 Os Pontos Críticos do Livro:


Introdução:


 “Sempre que Deus quis preparar alguém para seus propósitos, ele utilizou 40 dias”(p.9)

  Rick Warren alega estrategicamente que um período de 40 dias é a maneira ideal biblicamente de induzir alguém a uma mudança espiritual significativa.

 1. A vida de Noé foi transformada por 40 dias de chuva.

 'Não foram os 40 dias de chuva que transformaram Noé, como Rick Warren sugere: Noé já estava preparado quando as chuvas vieram. Ele havia passado aproximadamente 100 anos construindo a arca e havia pregado a justiça'.*

 “Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.” (Gênesis 6:9).

 “E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou a Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios.” (2 Pedro 2:5).

 'Os 40 dias de chuva foram o julgamento de Deus sobre a perdida e violenta raça humana e não um tempo de preparação ou transformação para Noé. “E viu, o Senhor, que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má, continuamente. Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobe a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até o réptil, e até a ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. (Gênesis 6:5-8)'.*

2. A vida de Moisés foi transformada por 40 dias no Monte Sinai.

Warren declara aqui que Moisés teve sua vida mudada pelos 40 dias no Monte Sinai, porém este período foi conferido para ser instituída a Tábula das Leis para os judeus, o que custou a ele, as instruções dirigidas por Deus em obediência. Todavia sua vida já havia sido mudada durante os 40 anos que viveu com o seu sogro e sua família, pastoreando suas ovelhas e ainda nos 40 anos que iriam por vir no deserto junto com o seu povo.

“E ele cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar liberdade pela sua mão; mas eles não entenderam.” (Atos 7:25).


 'Moisés ficou pronto para fazer o que Deus queria, quando o encontrou na sarça ardente. Fica claro, pelo que Deus disse a Moisés, naquele momento: “Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo (os filhos de Israel), do Egito.” (Êxodo 3:10)

 Então, Moisés disse a Deus: “Quem sou eu, que vá a Faraó e tire do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11)'. *

 4. Davi foi transformado pelo desafio de Golias, proferido por 40 dias.

O desafio contra os 40 dias de escárnio de Golias de Gate ao reino de Judá na verdade foi mais um passo de fé e coragem de Davi do que precisamente um período de transformação. Davi tinha sido ungido por Samuel pois era valente e tinha sido livrado uma vez das garras de leões e ursos e segundo a Bíblia, era um "homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência".

“Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do Senhor se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.” (1 Samuel 16:13).

Davi na verdade tinha ficado indiginado por um filisteu não-circunsiso ter desafiado o exército do Deus vivo e tomou frente contra a ameaça de Golias.
5. Elias foi transformado quando Deus o sustentou durante 40 dias com uma única refeição.

Elias ao chegar em Horebe, isolou-se numa caverna e ouviu do Senhor: "Que fazes aqui, Elias?" e então respondeu:
“Tenho sido muito zeloso pelo Senhor Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada, e só eu fiquei, e buscam minha vida para ma tirarem.” (1 Reis 19:10).

Havia uma angústia e indiginação nas palavras de Elias, de forma em desejar que Deus castigasse os idólatras. Sem nenhum efeito esperado, achou que tudo estava perdido.
'O pobre Elias quis reformar as coisas através do choque, o que não é o modo gentil que Deus usa em Sua graça. Ao entender estas coisas, durante o seu encontro com Deus, ele pode retornar pelo caminho por onde viera, conforme as instruções de Deus e não quando Deus lhe deu uma única refeição que o sustentou por 40 dias'. *

6. A cidade de Nínive foi transformada, quando Jonas passou por ela, falando sobre o julgamento que Deus enviaria sobre a cidade, dentro de 40 dias, destruindo-a, completamente.

É uma afirmação verdadeira. Contudo o povo de Nínive foi transformada pelo fato de que estavam desagradando a Deus pelos seus maus costumes e que deveria ser destruída. O período de 40 dias não está incluso como um período destinado a uma mudança específica, entendendo que o povo se arrependeu assim que entenderam as razões de Deus.

“E Deus viu as obras deles, como se converteram de seu mau caminho, e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado que lhes faria, e não o fez.” (Jonas 3:10)

 Mais tarde, Nínive foi realmente destruída por Deus, por causa de sua maldade.

7. Jesus foi fortalecido por 40 dias no deserto.

 Cristo já havia sido capacitado por Deus por meio de sua missão durante o deserto, ainda que tenha passado por sérias provações durante esses 40 dias.

Jesus na verdade foi ungido e fortalecido durante o seu batismo pela confirmação do Espírito Santo que ele era o verdadeiro Filho de Deus que tiraria o pecado do mundo.

“Eu vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo. E eu vi, e tenho testificado que este é o Filho de Deus” (João 1:32-34).


Segundo Dia:
Rick Warren afirma na página 22: “Seus pais podem não tê-lo planejado, mas Deus certamente o fez.”
Deus conhece cada iniquidade conferida ao ser humano, de modo a estabelecer planos e propósitos específicos aos seus filhos, mesmo que não tenham sido planejados por seus pais terrenos. Todavia devemos dissociar a soberania de Deus perante ao homem com o fruto do pecado gerado por relacionamentos ilícitos. Não devemos pensar que podemos ter qualquer tipo de vida, pelo fato de Deus, sempre "consertar as coisas" do seu modo. A cada iniquidade, gera-se frutos pecaminosos que tem um efeito comum. Tal efeito pode ser conferido em qualquer um de nós e é por isso que existe sofrimento no mundo real, independentemente de qualquer pessoa.
'Na página 24 Rick Warren cita: “Vocês, a quem tenho sustentado desde que foram concebidos, e que tenho carregado desde o seu nascimento. Mesmo na sua velhice, quando tiverem cabelos brancos, sou eu aquele, aquele que os susterá. Eu os fiz e os levarei; eu os sustentarei e os salvarei.” (Isaías 46:3-4), mas antes disso comenta: “Há um perfeito amor na irmandade da Trindade, então Deus não precisou criá-lo. Ele não estava só. Mas quis fazê-lo para expressar o seu amor.” E só então o verso é citado... novamente completamente fora do contexto e de seu real significado. Este verso não é sobre Deus criando seres humanos individualmente para expressar seu amor, mas Rick Warren deliberadamente “derruba” a primeira parte do verso 3, onde está escrito: “Ouvi-me, ó casa de Jacó, e todo o restante da casa de Israel, vós a quem...” O assunto tratado aqui é sobre Israel e Jacó!' *
 Tal passagem tratava-se da queda dos ídolos da Babilônia e era uma repreensão à idolatria e a todos que faziam das posses terrenas como deuses particulares
3º Dia
No início da página 30 há uma citação de Provérbios 13:7 (na versão “The Message”) que desvirtua completamente o significado original do texto
Esta versão diz: “A vida vistosa e arrogante é vida vazia; a vida simples e comum é vida plena.”
A versão Corrigida e Revisada de João Ferreira de Almeida diz: “Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas.”
A Nova Tradução na Linguagem de Hoje diz: “Algumas pessoas não têm nada, mas fazem de conta que são ricas; outras têm muito dinheiro, mas fingem que são pobres.”
Como podemos ver, a versão escolhida por Rick Warren deixa muito a desejar com este verso.
O mesmo problema já havia aparecido no 1º dia (página 18) onde novamente a versão “The Message” confunde completamente o significado da mensagem original contida em Mateus 16:25. Veja:


"The Message":"Auto-ajuda não é em absoluto uma. Sacrificar-se é a forma, a minha forma, de você achar a si mesmo, seu verdadeiro eu."

VCRJFA: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á

NTLH: “Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira, mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira.”

Warren se tornou uma das personalidades mais populares de seu país
 por formular um novo conceito eclesiástico perante à ordem mundial 

5° Dia
Rick Warren usa a ilustração do rei Ezequias (página 39):
“Deus o deixou, para prová-lo e para saber tudo o que havia em seu coração.” (II Crônicas 32:31).

  A palavra hebraica para “teste”, neste caso, é “nasa”,significa “testar, provar caráter ou fidelidade” e neste caso está corretamente empregada. Porém, ainda no mesmo subtítulo, logo abaixo, Rick afirma:
“A boa notícia é que Deus quer que você passe nos testes da vida, então ele jamais permitirá que você enfrente testes maiores que a graça que ele lhe concede para lidar com eles.”
Dai, ele cita:
“... mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que vocês sofram tentações que vocês não têm força para suportar.” (I Coríntios 10:13).
A palavra tentação, no original grego peirasmosnão se refere a um teste por parte de Deus, mas sim às tentações da parte de Satanás. Ligar o teste feito com o rei Ezequias a esta passagem sob a premissa de que Deus algumas vezes irá nos testar, conforme faz Rick Warren neste exemplo, está completamente errado.
'Há duas coisas completamente diferentes ocorrendo nesses versos: em um há teste e em outro há tentação. Deus pode ser responsabilizado caso venhamos a ser testados, como foi o caso de Ezequias, mas ele certamente não deve ser nunca envolvido caso sejamos tentados, conforme lemos em Tiago 1:13-14: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.” ' *
7° Dia
Aqui, Warren reserva este dia para dar relevância aos não-crentes em aceitar a Cristo e a importância de conhecer a sua glória e dar graças a ela de forma a conhecer os pontos mais importantes para que conheçamos a razão do qual temos os nossos objetivos na vida. Sem dúvida ele preparou os dias anteriores para que se chegasse a tal conclusão, para que se fizesse a oração:
“Jesus, em ti eu creio e te recebo.”
Então ele complementa: “Se você fez essa oração com sinceridade, parabéns! Bem-vindo à família de Deus!” 
Existe algo louvável em reconhecer tais coisas em nossa vida. Porém existem aspectos bastante importantes que se deve ter para que Deus interprete as nossas orações:
1. Somos envolvidos pelo pecado
2. Devemos nos arrepender de uma vida de trangressões (pecado)
3. Jesus foi sacrificado na cruz por nosso pecados e ressucitou por nós.
4. Devemos viver justificados pelo sacrifício de Cristo, sempre andando em jus com a sua justiça.
8° Dia
'No subtítulo “Dar prazer a Deus é o que se chama adorar” ele nos dá algumas poucas palavras retiradas de João 4:23. Na página 58 ele afirma: “A razão pela qual Deus nos fez com esse desejo é que ele anseia por adoradores! Jesus disse: São estes os adoradores que o Pai procura.”[2] Mais uma vez o texto bíblico é subvertido de acordo com “a suprema vontade” de Rick Warren: o texto não apenas é tirado completamente de seu contexto, mas também é mutilado para poder servir aos propósitos do autor.
No final do livro, nas notas finais onde as referências bíblicas são listadas, não há indicação de que versão foi utilizada para esta citação... e eu preciso saber o motivo? Tenho 23 versões diferentes da Bíblia a minha disposição, incluindo a Versão Grega Interlinear e o Novo Testamento em grego dos manuscritos originais: eu verifiquei todas e cada uma delas e nenhuma tem “The father seeks worshipers” (“São estes os adoradores que o Pai procura” na versão brasileira) em parte alguma ou em qualquer outro lugar!'*
Deus na verdade, sonda aqueles que o adoram em espírito e em verdade, contudo este fato está diretamente incumbido a nós em adorá-lo de forma a mudar a nossa vida e não Ele que precisa de adoração para ter a afirmação dos seres humanos de sua soberania, pois Deus é soberano independente de qualquer circunstância, de adoração ou não.
Na página 59, Rick Warren afirma:
“Deus ama todos os tipos de música porque ele inventou todas – rápidas e lentas, altas e suaves, antigas e modernas. É provável que você não goste de todas, mas Deus gosta! Se ela é oferecida a Deus em espírito e em verdade, então é um ato de adoração.”
A bíblia fala que o da linhagem de Caim, filho de Lameque, Jubal foi o inventor dos instrumentos musicais.
Os estilos musicais são frutos de experiências carnais e possuem origem, em muitos deles na iniquidade humana, por isso nem todos podem ser manipulados como expressão de louvor a Deus. Ainda assim, muitos dos instrumentos podem expressar sentimento de adoração, contanto que se repasse uma circunstância lícita dentro dos cultos.
Outros Pontos:
'Na página 263, lemos: “Se você não determinar propositadamente o tipo de atmosfera que quer criar em um culto, está lançando mão da sorte.” Esse conselho parece uma forma de manipulação psíquica para mim... e onde o Espírito Santo conduz o culto?
“Tinha de tudo: música clássica, country, jazz, rock, reggae, e até rap. A multidão nunca sabia qual seria o próximo estilo. Resultado: frustramos a todos!” (página 272) / “A Saddleback é, sem dever desculpas a ninguém, uma igreja com música contemporânea. Muitas vezes a imprensa se refere a nós como “o rebanho que gosta de rock”. Usamos o estilo que a maioria das pessoas de nossa igreja ouve no rádio.” (página 276) /“Admito que perdi centenas de membros em potencial devido ao estilo de música que adotamos. Por outro lado, atraímos milhares por causa de nossa música.” (página 277, grifo do tradutor) ... idéias muito interessantes: e eu pensava que Jesus era a atração principal em uma igreja...'*
ORAÇÃO DE RESPIRAÇÃO – UMA VERSÃO CONTEMPORÂNEA DA ORAÇÃO DE JESUS
Em hebraico, a palavra para respiração e espírito é a mesma “ruach”. Uma oração de respiração, quando utilizada por um longo tempo, pode nos ajudar a experimentar o que Romanos 8: 26-27 define como “o Espírito intercede em nós.” É uma oração curta que pode ser dita ou pensada em única respiração.
AQUI ESTÁ UM MODO PARA DESENVOLVER SUA PRÓPRIA ORAÇÃO DE RESPIRAÇÃO:
Imagine Jesus parado em frente a você, perguntando: "O que você quer que eu faça para você?" Vá você bem fundo em você mesmo e permita que sua resposta venha a emergir daquele lugar de esperança profunda e oração. Se várias coisas emergirem, tente identificar o principal desejo sob todos os outros.
Agora identifique um nome que você normalmente usa para Deus em oração. Poderia ser Senhor, Jesus, Todo-poderoso, Espírito de Deus, Santificado Deus. Ache seu nome para o ser divino.
Combine seu desejo com o nome que deu para Deus em uma única frase curta que flua facilmente em sua mente. Você pode precisar experimentar com as frases até achar um ritmo confortável.
Sente com quietude e repita a frase suavemente em sua mente durante vários minutos. Permita que a oração assuma a forma de sua respiração de forma que as palavras te acompanhem a cada vez que respirar.
Dê um passeio, repetindo sua oração enquanto se move. Note como a oração amolda suas percepções. Permita que a oração acompanhe o ritmo de seu andar e de sua respiração.
Esta oração pode ser levada contigo através do dia. É uma boa companheira para atividades solitárias como executar tarefas, tempos frustrantes como estar em um engarrafamento e exercícios rítmicos como corrida, natação ou andar de bicicleta.
Alguns exemplos de orações de respiração:
Espírito Santo, me encha.
Me dê força, O Cristo.
Pai, me mostre seu amor.
Me ensine paciência, gracioso Deus.
Meu Deus e meu Tudo. (São Francisco)
Venha, Senhor Jesus!
“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.” (Mateus 6:7)
A importância da oração não está necessariamente em entrar numa jornada de longas horas para que Deus nos ouça. Ainda assim, isso não significa que devemos nos apegar a resenhas parafraseadas como forma de dar praticidade às nossas oraçõers (ou rezas, neste caso)
Deus ouve a pequenas orações em qualquer lugar, desde que estejamos dispostos a falar com ele objetivamente e com sinceridade durante qualquer momento de nossa vida diária (no trabalho, dirigindo, na caminhada em exercícios, no templo, com os amigos, etc.).
Conclusões:
Tais aspectos ligados a esse livro são bastante interessantes, conhecendo o caráter engenhoso do Sr. Warren, a partir do momento que usamos tais tópicos relacionados à luz das escrituras e devidamente conduzidos por cristãos maduros e profundo conhecedores da Bíblia e de intimidade com Deus.
Nunca se deve substituir a veracidade bíblica pelo conteúdo conferido neste livro, pois tal obra se refere a passagens literárias construídas por Warren de modo a divulgar algo inerente a seu trabalho e nunca como verdade a ser seguida de forma integral.
Christiano Lins
*FONTE:http://www.semeandoasnacoes.com.br/2010/11/24/analise-do-livro-de-rick-warren-uma-vida-com-propositos/